Os 25 portugueses mais ricos, com a família Amorim a liderar a lista, são responsáveis por 10% da riqueza produzida no país e viram a sua fortuna crescer para 18,8 mil milhões de euros, divulgou esta quinta-feira a revista Exame.

A lista anual dos 25 mais ricos de Portugal é feita há 13 anos pela Exame e é publicada na edição de agosto, que está nas bancas na quinta-feira. Este é o quarto ano consecutivo que as 25 maiores fortunas registam um crescimento, somando agora 18,8 mil milhões de euros, contra 15 mil milhões de euros em 2016, altura em que tinham um peso de 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

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“É o maior crescimento anual dos últimos anos: neste ano, as 25 maiores fortunas cresceram quase quatro mil milhões de euros”, refere a Exame, que adianta que as três maiores fortunas valem, sozinhas, quase oito mil milhões de euros, ou seja, mais mil milhões de euros que na edição anterior.

A família Amorim lidera o topo da lista, sendo que com a morte recente do empresário Américo Amorim a sua fortuna passa agora para os herdeiros. A revista Exame publica nesta edição um artigo sobre como vai ser dividido o seu património, que este ano foi avaliado em 3,8 mil milhões de euros, “a maior avaliação desde 2014, à conta da Galp e da Corticeira Amorim”.

Em segundo lugar está Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, grupo que detém a rede de supermercados Pingo Doce. Soares dos Santos viu a sua fortuna aumentar em 500 milhões de euros para mais de 2,5 mil milhões de euros, graças à valorização das ações da empresa.

A Guimarães de Mello é a segunda família mais rica de Portugal e ocupa o terceiro lugar na lista, tendo a fortuna aumentado de 1,2 para 1,47 mil milhões de euros, com os investimentos no grupo José de Mello, Brisa, CUF e Efacec.

Belmiro de Azevedo, rosto do grupo Sonae, mantém o quarto lugar no ranking, depois de já ter sido o homem mais rico do país, sendo que “a sua fortuna bolsista cresceu mais de 150 milhões para 1,31 mil milhões de euros”. Na oitava posição consta a mulher mais rica do país, que reforçou a sua fortuna: Maria Isabel dos Santos, uma das principais acionistas da Jerónimo Martins.

Com 10% da Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que detém a Jerónimo Martins, Maria Isabel dos Santos mantém a mesma posição que no ano passado no ranking, com uma fortuna de 664 milhões de euros, estando mais rica face a 2016 (545,5 milhões de euros). Por sua vez, no top 10 entram Maud e Pedro Queiroz Pereira, com a subida em bolsa da Semapa.

A Exame faz o levantamento do património empresarial usando todas as fontes disponíveis, como relatórios e contas (de 2015 e 2016), entrevistas de gestores, ‘sites’ das empresas e do mercado, aplicando-se depois diversos critérios de avaliação, conforme as empresas em apreciação.

  1. Família Amorim: 3.840 milhões de euros (3.071 milhões de euros no ranking anterior, que já liderava);
  2. Alexandre Soares dos Santos: 2.532 milhões de euros (vs. 2.078 milhões de euros no ranking anterior, quando já era segundo);
  3. Família Guimarães de Mello: 1.471 milhões de euros (vs. 1.285 milhões de euros, mantendo o terceiro lugar no ranking);
  4. Belmiro de Azevedo: 1.311 milhões de euros (vs. 1.150 milhões de euros, mantendo quarto lugar no ranking);
  5. António da Silva Rodrigues: 1.038 milhões de euros (1.115 milhões de euros no estudo anterior, já figurando no quinto lugar);
  6. Família Alves Ribeiro: 952 milhões de euros (vs. 972 milhões de euros. Já ocupava o sexto lugar);
  7. Fernando Figueiredo dos Santos: 664 milhões de euros (545,5 milhões de euros anteriores. Era nono no ano anterior);
  8. Maria Isabel dos Santos: 664 milhões de euros (vs. 545,5 milhões de euros anteriores, mantendo o 8.º lugar);
  9. Fernando Campos Nunes: 575 milhões de euros (vs. 561,9 milhões de euros no ano passado, mantendo o lugar)
  10. Maud e Pedro Queiroz Pereira: 569 milhões de euros (vs. 341 milhões em 2016, entram no top 10, substituindo Dionísio Pestana).;