Muito se tem falado sobre Iker Casillas e a nova condição de suplente do FC Porto. Da opção técnica de Sérgio Conceição à questão do salário elevado em altura de apertar o cinto, passando ainda pela utilização constante do telefone ou da presença na festa de um amigo em vésperas, houve um pouco de tudo. O espanhol nunca abordou a questão, o agente do guarda-redes garante que está tudo normal e que o regresso à titularidade está para breve. Oito dias depois, o campeão europeu e mundial por clubes e seleções acordou tudo… nas redes sociais.

Utilizando um vídeo de 36 segundos do Gol com o título “Última Hora: o FC Porto quer vender Iker Casillas para respeitar o fair-play financeiro”, o número 1 dos azuis e brancos começou a abordagem à questão com humor à mistura. “Então dizem-vos as coisas a vocês e não me dizem nada?? Com quem falam do FC Porto??”. E a resposta (ou explicação) não demorou por parte do próprio Gol: “Olá Iker Casillas! Simplesmente recolhemos a informação do El País. Ficamos encantados com as tuas defesas no DirectoGOL” (o guarda-redes respondeu depois).

O tom manteve-se e, quatro minutos depois, recuperou um artigo desta quarta-feira do jornal Marca, que faz também uma espécie de resumo do que tinha sido referido hoje pelo El País, para escrever outra curta mensagem como se estivéssemos a falar de um jogo de batalha naval: “F 7… água!!!”.

Por fim, 17 minutos depois do primeiro tweet, o guardião agarrou num artigo do Mundo Deportivo com o título “A condição de suplente de Casillas foi por culpa do telemóvel”, onde cita até publicações portuguesas para explicar que o alegado uso do telefone e das redes sociais durante as concentrações é algo que cairá mal a Sérgio Conceição, para escrever “4, 76, 98, 6, 35, 74, 65… linha!!!! Comprovamos… a linha NÃO está correcta!!”.

Mais tarde, ao ver todo o “ruído” que as publicações motivaram sobretudo no país natal, o guarda-redes voltou à carga, respondendo a uma notícia que tinha saído no El Español sobre a contestação que o espanhol tinha feito às notícias. “Não, não é minha intenção disparar. Não se pode contestar ou quê? Se contesto é porque disparo, se não contesto… Seguimos para bingo”.