Dubai

Dubai tem a maior moldura do mundo, mas já está envolta em polémica

209

O Dubai tem agora a maior moldura do mundo a par das outras construções de grande dimensão que já o caracterizam. Mas esta obra, contudo, está envolta em grande polémica.

O Dubai já nos habituou a projetos brutais como é o caso do maior arranha-céus do mundo, a mais longa rede de metro sem motorista, e o maior centro comercial. Agora juntou-se à lista o maior frame de sempre. Só que a esta nova atração está envolta em polémica.

A moldura, com 150 metros de altura, situada no Parque Zabeel, abriu passado quase uma década após ter sido desenhada. Os visitantes podem ver no interior uma exposição com a história dos Emirados Árabes Unidos no piso térreo, subindo depois de elevador até ao 93.º andar onde podem caminhar num chão de vidro e apreciar a vista para a antiga cidade de Deira e para a avenida Sheikh Zayed Road (a dos arranha-céus). Há ainda um túnel iluminado com luzes néon que transporta o público para um Dubai do futuro.

Aquela que é a maior moldura do mundo para todos é, para o autor, o maior edifício roubado de todos os tempos, segundo o jornal The Guardian.

Eles pegaram no meu projeto, mudaram o design e construiram-no sem mim”, contou o arquiteto mexicano, Fernando Donis, cuja proposta ganhou uma competição internacional em 2008.

O arquiteto recebeu um contrato, das autoridades municipais do Dubai, que limitava o seu envolvimento no projeto, exigindo que entregasse a propriedade intelectual, que nunca visitasse o local de construção e que nunca promovesse o projeto como sendo um trabalho seu, enquanto o município podia rescindir o acordo em qualquer momento.

Donis contou ao jornal britânico que recusou assinar a proposta, mas que as autoridades municipais contrataram então a Hyder Consulting, uma filial da gigante Arcadis, uma empresa de engenharia, e avançaram sem ele.

Edward Klaris, o advogado que apresentou uma ação judicial em nome do arquiteto no ano passado, sem sucesso, diz que este foi “um ato de suprema arrogância”.

Os Emirados Árabes Unidos colocam-se como um país que respeita a propriedade intelectual, mas isto viola de forma flagrante os direitos de autor. O sistema jurídico do Dubai torna impossível processar o município, a menos que este lhe dê autoridade para tal”, contou Klaris.

O emirado recusa comentar o assunto, mas, numa carta enviada a Donis, o grupo encarregue da obra disse apenas que “foi um desentendimento comercial” e que a companhia “não tem nenhuma possibilidade para intervir”.

Fernando Donis acompanhou, à distância e via redes sociais, os progressos do projeto que desenhou. “É fantástico vê-lo materializado”, afirmou Donis, acrescentando que “é precisamente o que queria” e que gostaria de ter feito parte da sua construção.

    Se tiver uma história que queira partilhar ou informações que considere importantes sobre abusos sexuais na Igreja em Portugal, pode contactar o Observador de várias formas — com a certeza de que garantiremos o seu anonimato, se assim o pretender:

  1. Pode preencher este formulário;
  2. Pode enviar-nos um email para abusos@observador.pt ou, pessoalmente, para Sónia Simões (ssimoes@observador.pt) ou para João Francisco Gomes (jfgomes@observador.pt);
  3. Pode contactar-nos através do WhatsApp para o número 913 513 883;
  4. Ou pode ligar-nos pelo mesmo número: 913 513 883.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)