A Índia testou com sucesso o míssil conhecido como “mata-chineses“, informou esta quinta-feira o Ministério da Defesa, citado pela CNN. Trata-se de um míssil balístico de longo alcance, com capacidade nuclear, que marca a entrada da Índia no grupo muito restrito dos países com mísseis intercontinentais e que virá pressionar os adversários China e Paquistão, países que passam a estar ao alcance da Índia.

Chama-se Agni-5 e é o míssil mais tecnologicamente avançado que a Índia passa a ter no seu arsenal bélico, com tecnologias de navegação, orientação, motor e cabeça de guerra que são do mais avançado que o arsenal indiano tem, daí que o Ministério da Defesa considere que este é um “grande avanço” para o país. A Índia junta-se aos EUA, Reino Unido, Rússia, França e China no grupo de países capazes de disparar bombas, que podem ser nucleares (a Índia terá entre 120 e 130), a longas distâncias.

Este míssil já tinha sido testado, durante o desenvolvimento, cinco vezes desde 2012 — o último exercício tinha sido no final de 2016, e a Índia foi muito criticada pela China e pelo Paquistão. Meses depois, já em 2017, as tensões entre a Índia e a China pioraram ainda mais durante o conflito na fronteira de Doklam, que ainda se mantém. Este foi o primeiro teste em condições reais.

Com um alcance superior a 5.500 quilómetros, o Agni-5 tem plena capacidade para ser disparado e atingir a China, ao contrário dos seus antecessores. O projétil, que mede quase 18 metros, viaja a uma velocidade média de Mach 24 em direção a um alvo que consegue atingir com poucos metros de margem de erro.