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Trump vai ao Twitter dizer que “guerras comerciais são boas e fáceis de ganhar”

Os mercados estão a cair devido à incerteza em torno dos planos de Donald Trump de introduzir novas taxas sobre as importações de aço e alumínio. No Twitter, Trump atirou mais achas para a fogueira.

LAURENT GILLIERON/EPA

Entre um tweet sobre a reunião (“ótima”) com os defensores do direito a ter armas de fogo (a NRA) e outro tweet sobre qual ator Donald Trump acha que melhor o imita, em comédia, o presidente dos EUA escreveu sobre um tema que está a deixar os mercados financeiros com os nervos em franja: o risco de “guerras comerciais” entre os principais blocos económicos. Donald Trump diz que há países que se estão a “armar em bonitinhos” e garante que uma “guerra comercial” seria algo “bom” e “fácil de ganhar”.

A partilha nas redes sociais por parte do presidente dos EUA vem na sequência do anúncio de que o país se prepara para aplicar taxas alfandegárias sobre as importações de alumínio e aço.

“Quando um país (os EUA) está a perder vários milhares de milhões de dólares no comércio com praticamente todos os países com quem tem relações comerciais, as guerras comerciais são boas, e fáceis de ganhar”, escreveu Donald Trump, acrescentando: “por exemplo, quando estamos a perder 100 mil milhões com um certo país e ele se arma em bonitinho, a solução é simples, deixa-se de fazer comércio — e saímos vencedores. É fácil”.

Previsivelmente, os mercados financeiros que estão a negociar a esta hora estão a ressentir-se desta declaração através da rede social favorita do presidente norte-americano. O índice bolsista de Londres está a cair cerca de 1% e o PSI-20, em Lisboa, não escapa à tendência negativa geral: desce 1,6%. A abertura da bolsa nova-iorquina também se prevê que seja muito negativa.

O anúncio de ontem já motivou reações por parte de vários responsáveis políticos mundiais. Um porta-voz do governo de Moscovo disse que via com “extrema preocupação” o anúncio de Trump e garantia que iria “acompanhar de muito perto” esta situação. O ministro do Comércio da Austrália alertou que “decisões como esta podem levar a que sejam tomadas medidas retaliatórias por outros países. Isto não é bom para ninguém”.

Também na Europa já houve reações. Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, garantiu que irá “reagir com firmeza” à decisão de Donald Trump.

Minutos depois, Trump voltou ao tema: “Temos de proteger o nosso país e os nossos trabalhadores. A nossa indústria siderúrgica está em más condições. SE NÃO TIVERMOS AÇO, NÃO TEMOS UM PAÍS”.

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