Fidelidade

Fidelidade. Inquilinos querem comprar prédios onde vivem para impedir despejos

Depois de a seguradora informar da intenção de despejar os inquilinos para vender 277 imóveis, os moradores uniram-se e fizeram seguir duas propostas para aquisição dos prédios.

MÁRIO CRUZ/LUSA

Os moradores dos dois prédios da Rua do Forno do Tijolo, em Lisboa, uniram-se e encontraram uma solução para tentar travar a ameaça de despejos da seguradora Fidelidade: uma oferta de compra dos apartamentos onde vivem. Os inquilinos enviaram à Fidelidade duas propostas para adquirir os prédios, esta semana, avança o DN.

Depois das notícias, ainda em 2017, de que a seguradora queria vender 277 imóveis, percebemos que seria uma questão de tempo até um de nós ser notificado. Ficámos alerta”, explicou um dos inquilinos.

Os inquilinos do prédio do número 54 resolveram tomar a iniciativa depois de várias visitas de avaliadores de imóveis ao prédio e, especialmente, quando uma das quatro lojas do prédio recebeu uma notificação de oposição à renovação do contrato de arrendamento. Tal levou a que os moradores contactassem a seguradora. A resposta foi esclarecedora: as cartas de oposição à renovação dos contratos de arrendamento iam ser enviadas na altura em que esses contratos estivessem a chegar ao fim. Os moradores do prédio vizinho, apesar de ainda não terem recebido cartas de não renovação dos contratos, também decidiram juntar-se à iniciativa.

Para nós, representou imediatamente a expulsão da cidade. Tivemos de perceber de que forma poderíamos travar estes processos e surgiu a opção da compra”, disse ainda o mesmo inquilino.

Os inquilinos aguardam resposta da seguradora e já pediram apoio à Câmara Municipal de Lisboa — da qual também ainda não obtiveram resposta. Os moradores sabem apenas que Ana Pinho, secretária de Estado da Habitação, se reuniu com o conselho de administração da Fidelidade e Fidelidade Properties e” saiu com a impressão de que haveria abertura para reapreciar a decisão tomada bem como dar a preferência da venda aos inquilinos“, revelou outro inquilino ao mesmo jornal.

Os valores das propostas de compra enviadas esta semana não foram revelados mas, segundo o DN, as rendas atuais e atualizadas recentemente variam entre os 400 e os mil euros.

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