Museus

Estudo sobre públicos do Museu do Azulejo é apresentado em Lisboa

Estudo mostra que franceses, brasileiros e alemães lideram as visitas no Museu do Azulejo, num total de 55 nacionalidades que por ali passam. Maioria são mulheres com elevado nível de escolaridade.

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

Um estudo sobre os públicos do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, realizado em 2015, pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em conjunto com investigadores universitários, vai ser apresentado esta quinta-feira, às 18h.

Trata-se do primeiro estudo realizado a 14 museus nacionais, cujos resultados globais foram divulgados em 2016, sendo individualmente anunciados a partir de hoje.

Contactado na segunda-feira pela agência Lusa, José Soares Neves, coordenador científico do estudo, indicou que, no perfil deste museu, os estrangeiros têm um grande peso, com os franceses, brasileiros e alemães a liderar as visitas, por esta ordem.

Este estudo acrescenta nova informação sobre o que já se sabia sobre o perfil dos visitantes do Museu do Azulejo, sendo 82% estrangeiros, na maioria mulheres, e com um nível de instrução e qualificação profissional elevados”, disse o investigador.

José Soares Neves, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES-IUL), do ISCTE-IUL, liderou uma equipa científica composta por Jorge Santos, Maria João Lima, Teresa Moura Pereira, Caterina Foà e Margarida Schiappa, enquanto a coordenação executiva esteve a cargo de Teresa Mourão, da DGPC.

Os investigadores do CIES-IUL concluíram que há 55 nacionalidades a visitar habitualmente o museu, 61% são mulheres, com qualificação escolar elevada e desempenho profissional muito qualificado, e uma média de 45 anos, um pouco acima da média para todos os museus, que é de 42 anos.

O Museu Nacional do Azulejo tem por missão recolher, conservar, estudar e divulgar exemplares representativos da evolução da cerâmica e do azulejo em Portugal, promovendo a inventariação, documentação, investigação, classificação, divulgação e conservação e restaurado da cerâmica, em particular do azulejo.

Integra também a salvaguarda patrimonial da igreja e dos demais espaços do antigo Mosteiro da Madre de Deus, onde está instalado.

O estudo — que teve o apoio mecenático da Fundação Millennium BCP e da Oni Telecom/empresa portuguesa de telecomunicações — foi realizado com base em dados obtidos através de um inquérito individual, realizado numa plataforma informática instalada no museu. O Museu Nacional do Azulejo recebeu, durante o ano de 2017, um total de 193.444 visitantes, numa subida de 20% face ao ano anterior.

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