Drones

Há robôs não tripulados que vão patrulhar as fronteiras e têm contributo português

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Apesar de ainda terem algumas restrições de utilização, os sensores e robôs do projeto Sunny, desenvolvido pela UE já estão a ser comercializados e querem melhorar a segurança nas fronteiras.

Os sensores e robôs do projeto Sunny vão patrulhar as fronteiras, sobretudo as áreas relacionadas com o ambiente marítimo.

DR

Para aumentar a segurança e o controlo nas fronteiras e combater o crime que tem lugar nestas travessias, a União Europeia criou o Projeto Sunny, que consiste numa rede de sensores inteligentes, transportados a bordo de aeronaves não tripuladas (veículos que não necessitam de pilotos presentes, como os drones), para patrulhar as fronteiras, sobretudo as áreas perto de ambiente marítimo.

O Sunny quer completar uma lacuna nos projetos que já existem, que envolvem apenas aeronaves isoladas e os sensores não são processados a bordo. Ao contrário dessas aplicações, este sistema passa a permitir o processamento de informação, a utilização de várias aeronaves em conjunto, um sistema de deteção e identificação automática, um centro de comando e controlo único e aeronaves com voo autónomo.

Das 16 entidades internacionais que estiveram envolvidas na criação do projeto, três delas são portuguesas: o Centro de Investigação Naval, a Força Aérea Portuguesa (Ministério da Defesa Nacional) e o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Parte da equipa do projeto SUNNY nos testes que decorreram em S. Jacinto, Aveiro

Os sensores e robôs já estão a ser comercializados, avança o INESC TEC em comunicado, mas ainda há algumas restrições a ultrapassar para o Sunny poder entrar em funcionamento, nomeadamente questões relacionadas com a legislação de voo. A sua futura utilização, explicam os criadores do projeto no seu website, “depende de um número de pré-condições, tais como uma integração total no espaço aéreo cívico e mais testes operacionais que mostrem uma relação entre custo e eficácia”.

No caso de Portugal o SUNNY poderá ser utilizado em situações específicas, como o controlo dos incêndios no país, onde a utilização de drones já começou a ser estudada. O projeto teve um custo total de 13,9 milhões de euros e foi financiado em 9,5 milhões pela Comissão Europeia, no âmbito do programa de investigação e desenvolvimento FP7. Além dos parceiros portugueses estão também parceiros do Reino Unido, Espanha, Finlândia e Noruega.

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