O Centro Tecnológico Especializado (CTE) do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar representa um investimento de 1,6 milhões de euros no reforço de equipamentos para os cursos profissionais onde se aliam novas tecnologias aos produtos tradicionais.

“O objetivo foi apetrechar a escola com equipamento de topo para podermos oferecer uma melhor qualidade ao nosso ensino profissional”, afirmou esta sexta-feira Paulo Pimenta, diretor do Agrupamento de Escolas de Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.

Neste estabelecimento de ensino estão a ser lecionados os cursos de cozinha e restauração, técnico auxiliar de saúde, manutenção industrial variante mecatrónica, de automação e eletrónica, profissional de bombeiro e ainda um curso CEF de restaurante e bar, com cerca de 120 alunos.

O projeto representa um investimento global de 1,6 milhões de euros e é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No Alto Tâmega foram aprovados três centros tecnológicos, dois em Chaves e um em Vila Pouca de Aguiar.

Em Vila Pouca de Aguiar, o investimento foi aplicado em novos equipamentos, nomeadamente em robótica, associada também à inteligência artificial.

“Estamos a falar de um robô humanoide a substituir um humano em praticamente todas as tarefas e estamos a falar num conjunto de braços robóticos que vão ser e estão a ser programados para as diversas áreas de formação”, explicou o diretor.

Mas neste centro, segundo realçou, vão-se conciliar novas tecnologias com os produtos endógenos e locais.

“Exatamente, uma das prioridades dos nossos formadores na área da cozinha e restauração é precisamente valorizar os nossos produtos endógenos e trabalhá-los em contexto de receitas, quer em prato principal, quer em prato secundário, quer em sopas, quer em sobremesas. Há essa preocupação de valorizarmos aquilo que é nosso”, referiu Paulo Pimenta.

A propósito, na quinta-feira à tarde, os estudantes fizeram uma demonstração com a confeção de iguarias como um folhado de cogumelos, um creme de castanha e um risoto de cogumelos.

E basearam-se em receitas que estavam guardadas no arquivo da escola, foram desenvolvidas por ex-alunos e estão incluídas no livro “Sabores pedagógicos”, editado pelo agrupamento de escolas, e que destaca os produtos endógenos.

“É um livro bastante interessante, apelativo, e serve agora como um instrumento de trabalho para os nossos alunos”, realçou.

Paulo Pimenta disse ainda que cerca de 20% dos alunos que frequentam estes cursos profissionais prosseguem para o ensino superior e que, por exemplo, neste momento o curso de restauração e cozinha “tem uma empregabilidade garantida a 100%” em grupos hoteleiros ou restauração.

“Assim eles queiram, porque a empregabilidade está garantida e com bons salários”, referiu.

O curso de manutenção industrial também tem uma procura muito grande, nomeadamente pelas empresas de granito e, o curso de bombeiros, que está no segundo ano, está a ser desenvolvido no âmbito de um protocolo com a Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Pouca de Aguiar.