O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que é “completamente compreensível” que Elon Musk não queira estar envolvido na guerra da Ucrânia sem receber indicações da administração norte-americana, e que os problemas com o Starlink são sobre a “política dos Estados Unidos na Ucrânia e na Rússia”.

“Elon Musk dirige uma empresa privada, e eu acho que é completamente compreensível que não queira ficar no meio do que é uma guerra entre dois atores estatais sem que o Governo dos Estados Unidos o direcione efetivamente sobre o que fazer”, afirmou aos jornalistas, antes de partir para um comício em Nebraska.

“Acho que isto não é sobre o Elon. Eu acho que é fundamentalmente sobre qual vai ser a política dos Estados Unidos na Ucrânia e na Rússia”, acrescentou.

Vance acusou ainda a Europa de “dependência” em relação à tecnologia norte-americana e afirmou ser “um pouco irónica” a “guerra regulatória e de licenciamento contra a SpaceX”, ao mesmo tempo que os aliados da Ucrânia pedem a Musk o funcionamento do Starlink.

“Eu acho um pouco irónico os países europeus que não têm nenhuma tecnologia como a que Elon [Musk] desenvolveu com o Starlink e Stargaze […] quase universalmente decidiram travar uma guerra regulatória e de licenciamento contra a SpaceX. E agora todos eles estão a correr para a SpaceX a dizer: ‘Por favor, faça o que precisamos que faça’”, afirmou.

Na semana passada, a Ucrânia denunciou a limitação da velocidade da versão militar do Starlink, o Starshield, usado pelas forças ucranianas. Musk afirmou que o assunto era da responsabilidade da Casa Branca, mas várias notícias revelam que a ordem terá partido tanto do bilionário, como da administração Trump ou do Pentágono.

Por exemplo, no dia 16 de outubro, o Telegraph avançou que Musk pediu a Trump para restringir o acesso da Ucrânia aos satélites, mais concretamente através da introdução de limites de velocidade. Uma das fontes afirma que Trump concordou com a proposta, “abrindo caminho para o Pentágono executar a desaceleração em Starshield, a versão de nível militar do sistema de comunicações por satélite”.

No mesmo dia, a Reuters reportava que a ordem partiu da Casa Branca, tendo altos quadros do Departamento de Defesa recebido uma mensagem a informar que o serviço Starshield precisava de ser desacelerado. No entanto, não se sabe quem emitiu a ordem.

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