O tenor português Luís Gomes está entre os cantores que passaram às semifinais, em ópera e zarzuela, do concurso internacional de canto lírico Operalia, fundado por Plácido Domingo e que decorre em Lisboa.

De acordo com o Teatro Nacional de São Carlos, palco desta edição da Operalia, o cantor português qualificou-se para a semifinal na categoria Ópera, juntamente com outros 23 intérpretes, e para a semifinal na categoria Zarzuela, com outros 11 cantores. A semifinal decorrerá esta quinta-feira, a partir das 16h.

Na categoria de Ópera, Luís Gomes prossegue no concurso ao lado de Migran Agadzhanyan (Rússia), Rihab Chaieb (Canadá), Emily D’Angelo (Canadá/Itália), Mingjie Lei (China), Danylo Matviienko (Ucrânia), Petr Nekoranec (República Checa), Carles Pachón (Espanha), Pavel Petrov (Bielorússia), Vanessa Vasquez (Colômbia/EUA), assim como Zarina Abaeva (Rússia), Cornelia Beskow (Suécia), Samantha Hankey (EUA), Elbenita Kajtazi (Kosovo), Johannes Kammler (Alemanha), Long Long (China), Gleb Peryazev (Rússia), Sean Michael Plumb (EUA), Marigona Qerkezi (Kosovo), Simon Shibambu (África do Sul), Elizabeth Stuphen (EUA), Chiara Tirotta (Itália), Marina Viotti (Suíça/França) e Arseny Yakovlev (Rússia).

Os dez primeiros cantores desta lista foram também selecionados para a categoria Zarzuela, aos quais se juntam Roberto Lorenzi (Itália) e Josy Santos (Brasil).

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Esta segunda e terça-feira decorreram os quartos-de-final com a participação de quarenta cantores de 24 países, entre os quais a soprano Rita Marques e o tenor Luís Gomes, que prossegue agora na competição. O espetáculo da final, no domingo, é aberto ao público e contará com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Plácido Domingo.

O Concurso Mundial de Ópera Operalia, a cumprir a 26.ª edição, é uma iniciativa criada pelo tenor e maestro espanhol Plácido Domingo, atual diretor-geral da Ópera de Los Angeles (Califórnia).

Na segunda-feira, numa conferência de imprensa em Lisboa, Plácido Domingo disse que o Operalia é uma iniciativa de “grande importância” na captação de jovens talentos, exemplificando com o caso da soprano Elisabete Matos, considerada “uma grande cantora e de grande prestígio internacional”.

O júri do concurso integra, sobretudo, diretores-gerais de teatros de ópera internacionais, entre os quais Patrick Dickie (diretor artístico do S. Carlos), Anthony Freud (da Ópera Lírica de Chicago), Joan Marabosch (do Teatro Real de Madrid) e a soprano Marta Domingo, mulher de Plácido Domingo.

A primeira edição do Operalia realizou-se em 1993, em Paris, tendo já acontecido em cidades como Tóquio, Hamburgo, Budapeste, Milão, Moscovo, Pequim, Verona, Los Angeles, Cidade do México, Londres, Madrid e Guadalajara.