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Edição da Laura Figueiredo. Laura, boa noite, bem-vinda. O PS saiu da reunião com o Governo sem acordo para a habitação e o Chega pede a intervenção do Presidente da República.

Os dois maiores partidos da oposição já foram ouvidos pelo Primeiro-Ministro depois do apelo de António José Seguro. Acompanhar estas reuniões está o Miguel Vitor Dias, que se junta agora em direto. Apesar dos pedidos de consenso, Chega, PS e Governo estão longe de se entender, Miguel.

Sim, sobretudo com o PS mais afastado. Os socialistas estiveram reunidos com o Primeiro-Ministro cerca de duas horas, com uma larga comitiva. José Luís Carneiro trouxe mais três membros do Partido Socialista para este encontro: Luísa Salgueiro, que tem sido a responsável pela habitação, o líder do grupo parlamentar Eurico Brilhante Dias e também António Mendonça Mendes. Mas apesar desse longo encontro, José Luís Carneiro chegou ao pé dos jornalistas a anunciar que não havia acordo e não há mais reuniões marcadas entre Governo e PS, acusando Luís Montenegro de intransigência.

Houve uma intransigência naquilo que era mais essencial e aquilo que é mais essencial é, efetivamente, construir uma nova solução que dê dinamismo ao mercado de arrendamento, que proteja os mais jovens que nos ouvem por este país, proteger as pessoas mais idosas dos despejos.

André Ventura teve uma reunião bem mais curta do que a de José Luís Carneiro. O líder do Chega já estava com o Primeiro-Ministro enquanto ouvíamos aqui o secretário-geral do PS e 40 minutos depois saiu também para dizer que não teve a oportunidade de ouvir as declarações de José Luís Carneiro, mas que não acredita que o Partido Socialista se possa pôr à margem de um acordo e pede, por isso, nova intervenção do chefe de Estado.

Talvez o Presidente da República, que também é socialista, deva ter aqui alguma intervenção. Eu não tenho esse contacto, mas parece-me francamente inaceitável que um dos grandes responsáveis da crise da habitação em Portugal, chegado o momento de a resolver, diga que não tem nada a ver com isso e espera que o Chega resolva, entre aspas, o problema. Parece-me sinceramente muito estranho e muito hipócrita.

André Ventura a pedir ao Presidente da República para intervir novamente, para convencer José Luís Carneiro a voltar à mesa das negociações. No caso do Chega, não há mais reuniões marcadas ao mais alto nível, ou seja, entre André Ventura e Luís Montenegro, mas equipas do partido e do Ministério das Finanças, liderado por Joaquim Miranda Sarmento, vão reunir para avaliar o impacto orçamental das 50 propostas que o Chega aqui trouxe para esta reunião. Para já, está a ser recebido PSD e CDS. Nuno Melo e Hugo Soares lideram estas delegações no encontro que já decorre também há largos minutos.

Miguel Vitor Dias, em direto do Palácio de São Bento. O líder do PS deixou também uma palavra de gratidão a Cristiano Ronaldo. Diz esperar que possa continuar a ser o embaixador de Portugal. À margem da reunião com o Primeiro-Ministro, a propósito da habitação, José Luís Carneiro falou da despedida do capitão da Seleção Nacional, recordando o impacto na comunidade imigrante.

Palavra de gratidão ao Cristiano Ronaldo por todo o seu percurso pessoal, por seu percurso desportivo. Ele transformou-se numa marca global do nosso país. Eu, que fui secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, pude estar em todo o mundo e conhecer a marca do Cristiano Ronaldo no mundo. E é claro que é importante que ele continue a estar disponível para, com a sua experiência, com a sua voz, com o seu prestígio no mundo, poder continuar a contribuir para afirmar o desporto português e para afirmar Portugal.

José Luís Carneiro a reagir à despedida de Cristiano Ronaldo depois do encontro com o Primeiro-Ministro.

E antes destas reuniões, o Presidente da República mostrou-se satisfeito, Laura, com a disponibilidade dos partidos para se reunirem sobre o tema da habitação.

Ainda assim, António José Seguro não espera que o problema fique resolvido hoje. Questionado pelos jornalistas em Madrid, o Presidente da República diz que sempre defendeu entendimentos, mas considera natural que sejam necessários mais encontros.

Devemos esperar pelo que vai acontecer, quer na reunião de hoje, quer nas seguintes. Quer dizer, não tenho nenhuma expectativa que tudo hoje se resolva. E, portanto, eu fico naturalmente muito satisfeito como Presidente da República, que haja condições para os partidos dialogar. Não há nenhuma razão para que em democracia, os partidos e os líderes partidários não falem uns com os outros. O Governo com os partidos, os partidos entre si, não há nenhuma razão. E nós devemos transformar isto não numa raridade, mas no normal, porque é assim que as democracias adultas e consolidadas funcionam.

António José Seguro, em Madrid, em declarações transmitidas pela RTP, antevê as reuniões que hoje decorrem em Lisboa, onde também anunciou que Portugal vai acolher a Cimeira Ibero-Americana em 2030.

E falamos também, Laura, da Câmara Municipal de Lisboa, que apresentou uma nova proposta para conciliar o protesto pela habitação com o mercado natal no Rossio.

A proposta da autarquia foi apresentada a Renata Cambra e prevê que se mantenha de forma simbólica uma tenda na Praça do Rossio durante o mercado de Natal. Na nova proposta, os manifestantes mantêm também a possibilidade de escolher um dos três espaços alternativos para a continuação dos protestos: o Largo de São Domingos, a Praça de Martim Moniz ou os Restauradores. Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa defende que a solução apresentada preserve a expressão pública do protesto pelo direito à habitação e garante um equilíbrio entre as manifestações e o mercado de Natal, com respeito pela importância das duas iniciativas.

E o presidente-executivo da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, considera que o problema da habitação vai demorar anos a ser resolvido.

Paulo Macedo aponta que a subida dos preços das casas não é normal, explica que se deva à falta de 300 mil casas no país e à procura significativa. Perante este cenário, que o ex-ministro e também presidente-executivo da Caixa Geral de Depósitos defende, coloca-se o aumento da oferta de casas através de várias medidas.

É uma questão não só muito séria, como nós todos sabemos, mas é uma questão que se vai arrastar durante anos, porque Portugal não vai fazer 300 mil casas em dois anos, nem em três. E sou adepto de que consigamos satisfazer o maior número de casas, que não pode ser só através de financiamento e da garantia, tem que ser através de várias medidas que já se falou, designadamente de casas a preços de rendas acessíveis e casas a preços controlados, de habitação pública. Sou a favor dessas várias medidas.

Declarações de Paulo Macedo durante a apresentação de resultados da Caixa Geral de Depósitos na sede em Lisboa. O presidente do banco afirma ainda que sem a garantia pública aos jovens, haveria mais gente acampada. Recusa, assim, a ideia de que essa medida esteja a contribuir para o aumento dos preços das casas em Portugal.

E ao intervalo, Laura, o Benfica vai vencendo o Lech Poznan no Estádio da Luz.

O Benfica está a vencer por uma bola a zero ao intervalo, numa partida a contar para a quarta jornada da fase liga na Liga Europa. As águias procuram manter a campanha vitoriosa na competição europeia. O único golo marcado foi aos seis minutos por Rafa. Já o Lech Poznan conseguiu marcar aos 45 minutos, mas estava fora de jogo.

E é um jogo que vamos continuar a acompanhar com emissão especial de desporto já a seguir na Rádio Observador. Primeiro tempo ainda, Laura, para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta quinta-feira, 05 de novembro.

O metrô do Porto vai chegar a Espinho, a São João da Madeira, Oliveira de Azeméis e também a Santa Maria da Feira. O anúncio foi feito pelo ministro das Infraestruturas numa cerimônia da Câmara Municipal do Porto. O alargamento da linha de metrô vai ser feito através da utilização do espaço do canal da Linha do Vouga para fazer a ligação de Santo Ovídio aos quatro municípios a sul do Porto. Em Lisboa, a circulação vai estar condicionada no EP7 durante o fim de semana. Em causa estão trabalhos de manutenção no separador