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Ministério Dos Negócios Estrangeiros

MNE português diz na China esperar retoma do voo direto Pequim-Lisboa

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse, no sul da China, esperar que a companhia aérea chinesa Capital Airlines retome o voo entre Pequim e Lisboa, suspenso este mês.

ROMAN PILIPEY/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse esta sexta-feira, no sul da China, esperar que a companhia aérea chinesa Capital Airlines retome o voo entre Pequim e Lisboa, suspenso este mês, admitindo que a esta se juntem outras ligações.

“Espero que as dificuldades passem e que a ligação aérea possa ser retomada”, afirmou Augusto Santos Silva à agência Lusa, em Cantão, terceira maior cidade da China, onde inaugurou hoje o consulado português.

A Capital Airlines suspendeu, este mês, o voo direto entre Hangzhou, na costa leste da China, e Lisboa, com paragem em Pequim, lançado a 26 de julho de 2017, com três frequências por semana.

A empresa é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros ao câmbio atual).

Contactada pela Lusa na altura em que anunciou a suspensão do voo, a Capital Airlines recusou detalhar os motivos para a suspensão, referindo apenas “razões operacionais”.

Santos Silva lembrou que existe uma “necessidade real” para a ligação, referindo a taxa de ocupação média superior a 80%.

“É a prova de que existe procura e que o voo vem responder a uma necessidade real”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de uma outra ligação, depois de a Capital Airlines ter pedido autorização às autoridades da China para iniciar um voo direto entre Xi’an, noroeste do país asiático, e Lisboa, Santos Silva mostrou-se favorável, mas sublinhou que a ligação à capital chinesa é “muito importante”.

“Não temos nada a objetar, evidentemente, a que haja outras ligações aéreas, e quanto mais melhor, mas a ligação Pequim – Lisboa é muito importante, e esses foram os termos da iniciativa em que resultou o lançamento do voo”, lembrou.

“O seu potencial para o turismo e desenvolvimento das relações entre os povos [português e chinês] são evidentes, e ajudará muito às relações comerciais e de investimento”, acrescentou.

Em 2017, o número de chineses que visitaram Portugal cresceu 40,7%, para 256.735. No mesmo período, os turistas chineses gastaram, no total, 130 milhões de euros.

Augusto Santos Silva inaugurou sexta-feira o consulado português em Cantão, a capital de Guangdong, a província chinesa mais exportadora e a primeira a beneficiar da política de Reforma e Abertura adotada pela China no final dos anos 1970.

Com quase 110 milhões de habitantes, Guangdong conta com três das seis Zonas Económicas Especiais da China – Shenzhen, Shantou e Zhuhai.

Trata-se do terceiro consulado de Portugal no continente chinês, depois de Pequim e Xangai, e terá como área de jurisdição as províncias de Guangdong, Hainan, Hunan, Fujian e a Região Autónoma de Guangxi.

Segunda maior economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China tornou-se, nos últimos anos, um dos principais investidores em Portugal, comprando participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca, enquanto centenas de particulares chineses compraram casa em Portugal à boleia dos vistos ‘gold’.

Há treze anos que Portugal não inaugurava uma representação diplomática na China.

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