Não é a primeira vez, nem a segunda, nem mesmo a terceira vez que David Montaigne prevê o fim do mundo. Na verdade, é a quarta vez que o norte-americano, historiador e autor de livros de profecias, acredita que o mundo vai acabar. Desta vez, a data é 28 de dezembro de 2019, ou seja, daqui um ano, mais coisa, menos coisa. Mas por esta altura, já ninguém leva o historiador a sério.

É que a sua lista de profecias é longa, bizarra e… nunca se concretiza. Para além do fim do mundo, o historiador também previu que o anti-Cristo iria chegar à Terra em junho de 2016 no corpo de Barack Obama. Nem a terra acabou, nem o anti-Cristo chegou.

Desta vez, Montaigne relembra no seu site aquilo já tinha defendido no livro “Tempos finais para 2019: o fim do calendário Maia e a contagem regressiva para o Dia do Julgamento”: o fim da humanidade será já este ano e o norte-americano baseia-se no calendário Maia e no estranho alinhamento de estrelas que ele prevê para o afirmar. Haverá também um deslocamento dos polos terrestres com consequências terríveis, argumenta. Os sinais, diz o norte-americano, vão começar uma semana antes.

“A 21 de dezembro de 2019, as pessoas vão assistir ao primeiro dia do deslocamento dos polos. A superfície do planeta vai deslocar-se para fora da sua posição e vai mover-se sobre as camadas mais fluídas da crosta”, escreve. Nos dias seguintes, explica, “a deslocação irá causar terramotos e maremotos, bem como erupções vulcânicas que vão destruir completamente o que restou da civilização”.

“Existem várias evidências em registos históricos, geológicos e biológicos que mostram que as mudanças dos polos já aconteceram antes. Até a Bíblia os descreve repetidamente. Acho que a mudança de polos na semana seguinte a 21 de dezembro vai piorar a cada dia que passa até que os desastres naturais culminem a 28 de dezembro – o Dia do Juízo Final”, argumenta David Montaigne. Esta teoria sobre a inversão dos polos é, aliás, defendida por Montaigne num dos seus livros.

A fama de David Montaigne está hoje mais próxima da de um falso profeta e nem os defensores de teorias da conspiração irão facilmente acreditar em mais esta previsão. Apesar disso, o norte-americano justifica-se e ao seu erro anterior, quando defendeu que o mundo terminaria em 2012. A data — que inicialmente era vista como uma previsão do calendário Maia para o fim da humanidade — era afinal só um ponto de partida para sete anos de atribulação e sofrimento. O final desse ciclo cumpre-se em dezembro de 2019 e é assim que Montaigne volta a justificar que o fim do mundo está para breve.