Startups

Indico Partners. “Maior fundo privado” tem 46 milhões de euros para investir em startups

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A Indico Partners, gerida pelo antigo executivo da Caixa Capital, Stephen Morais, lançou "o maior fundo privado e independente português" de 46 milhões de euros. Já há 4 startups com investimento.

Stephen Morais é antigo administrador da Caixa Capital e sócio responsável da Indico Partners

OBS LAB

A sociedade de capital de risco portuguesa Indico Partners lançou o primeiro fundo de investimento. Valor? Mais de 46 milhões de euros. Para Stephan Morais, antigo administrador executivo na Caixa Capital e responsável pela Indico Partners, “deixou de existir uma falha de mercado” ao criarem este fundo para startups tecnológicas.

O objetivo do fundo é encontrar, investir e apoiar as empresas tecnológicas que ainda estão a dar os primeiros passos em Portugal e Espanha e torná-las líderes mundiais. Não é muito diferente do que fazíamos na Caixa Capital, mas tem um processo de decisão muito mais simples. É o primeiro fundo português [deste tipo] à semelhança do que há noutros países”, explicou Stephen Morais ao Observador.

Ao todo a sociedade vai investir “entre 150 mil a 5 milhões de euros por startup”. As empresas que se queiram candidatar a este fundo têm de ter como ambição “tornar-se líderes globais na sua categoria” e estar numa fase inicial, explica a sociedade.

A Indico Partners, que existe desde 2017, analisou mais de 750 hipóteses de investimento. Destas, 4 já têm investimento garantido. Não vai ser revelado ainda o nome de nenhuma desta startups “para terem, a seu tempo, o protagonismo que merecem”, diz Stephen Morais. Contudo, o executivo explica que o objetivo é executarem mais projetos: “Por norma, temos investido entre 0,5% a 1% das empresas [que analisamos].”

Como explica a Indico, este novo projeto de financiamento e empresas tem como missão investir em novas empresas que queiram crescer em áreas como SaaS B2B (Software como Serviço para empresas), Inteligência Artificial, Fintech (sector da tecnologia financeira) e Cibersegurança, e Marketplaces (centros comerciais digitais) e plataformas digitais B2C (para consumidores).

Stephen Morais afirma que havia falta deste tipo de fundos em Portugal, “uma falha de mercado”, como disse. Contudo, para o executivo, “agora já não faltam [fundos]”. O objetivo não é investir apenas em Portugal e Espanha, mas: “não faz sentido nesta fase investir em empresas que estão na Noruega”, diz. “As nossas projeções de investimento são Portugal e Espanha”, continua a explicar o responsável da sociedade quanto às expectativas para o primeiro ano de investimento do fundo.

Jyrki Katainen, atual vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pelo emprego, crescimento económico, investimento e competitividade, referiu-se a este fundo dizendo que “vai dar às startups portuguesas o financiamento necessário para transformar as suas ideias em projetos concretos”.

A equipa de gestão da Indico tem como responsáveis Stephan Morais, Ricardo Torgal (ex-gestor de investimentos na Caixa Capital) e Cristina Fonseca (cofundadora e acionista da Talkdesk). No passado, estiveram envolvidos no investimento de unicórnios como a Farfetch e outras startups de sucesso como a Unbabel e a Codacy.

Para criar este fundo para startups, a Indico Partners juntou-se ao Fundo Europeu de Investimentos (FEI) e “outros 20 investidores institucionais e individuais”, diz a sociedade em comunicado. Também fazem parte deste projeto de investimento outras entidades, como a Instituição Financeira de Desenvolvimento e Draper Esprit (um dos maiores fundos mundiais).

Pier Luigi Gilibert, presidente executivo o FEI, congratulou a criação deste fundo, dizendo: “Temos o prazer de fazer uma parceria com a Indico Capital Partners, com uma equipa que cria o seu primeiro fundo institucional e independente para encontrar e desenvolver boas oportunidades de investimento. No futuro, iremos continuar a focar-nos em investimentos semelhantes tanto em Portugal como em toda a UE, para permitir que a próxima geração de empreendedores se desenvolva”.

*Notícia atualizada às 10h32 com declarações do presidente executivo da FEI e do vice-presidente da Comissão Europeia

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