5,6 mil milhões de euros. Foi este o valor total das carteiras de criptoativos da Binance roubadas na semana passada. Por trás do maior ataque alguma vez registado no setor, estaria a TraderTraitor, caracterizada como “a unidade de hacking de elite da Coreia do Norte”. A acusação foi esta segunda-feira rejeitada pelo regime de Pyongyang, que rejeitou qualquer ligação ao ataque como uma “provocação” assinada pelos Estados Unidos.

“O FBI está a tentar rotular a RPDC [República Popular Democrática da Coreia, o nome oficial da Coreia do Norte] como um ‘Estado cibercriminoso’, alegando que obteve informação de que uma organização ‘apoiada’ pela RPDC estava envolvida no incidente”, acusou Kim Yo Jong, citada pela agência noticiosa KCNA.

Um portátil, 5,6 mil milhões em 20 minutos e ligações à Coreia do Norte. Como a Binance foi alvo do maior roubo de cripto de sempre

Ainda assim, a irmã do líder norte-coreano, Kim Jong Un, e um dos nomes mais poderosos do regime desvalorizou as acusações como uma movimentação política. “A afirmação dos EUA é uma retórica absurda e não tem nada de novo. É uma grave provocação política contra a RPDC que os EUA enganem a opinião pública internacional como se todos os crimes cibernéticos em diferentes partes do mundo fossem feitos por nós”, elaborou Kim.

A Binance, a maior plataforma de negociação de criptoativos, deu conta do ciberataque na passada sexta-feira, adiantando que as restantes contas tinham sido congeladas de forma a proteger os fundos. Nesse mesmo dia, empresas de cibersegurança norte-americanas denunciaram um alegado envolvimento da TraderTraitor, que foi confirmado pelo FBI no dia seguinte. No comunicado desse sábado, a agência norte-americana refere-se ao grupo como “ciberatividade maliciosa norte-coreana”.

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