Os cinco principais bancos cobraram mais quase 75 milhões de euros em comissões em 2018 face a 2017, nas operações em Portugal, segundo contas feitas pela Lusa.

A Caixa Geral de Depósitos cobrou o ano passado em Portugal 383,3 milhões de euros em comissões, mais 2,3% do que em 2017, quando foram 374,5 milhões de euros.

O aumento da cobrança de comissões pelo banco público, um dos objetivos definidos no plano estratégico acordado com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização pública, tem provocado muita polémica nos últimos dois anos.

Já o BCP cobrou comissões totais de 475,2 milhões de euros, mais 4,3% do que os 455,5 milhões de euros de 2017.

O Santander Totta cobrou 372,4 milhões de euros em comissões líquidas este ano, 12,5% acima de 331,1 milhões em 2017, e o BPI teve comissões líquidas em Portugal de 277,8 milhões de euros, mais 5,6% do que os 263 milhões de 2017.

Comissões bancárias. Portugueses pagam o dobro dos espanhóis

Por fim, o Novo Banco, que apresentou contas na sexta-feira, desceu na cobrança de comissões líquidas (no banco recorrente, sem contar com o legado do BES), passando de 319,2 milhões de euros em 2017 para 309,2 milhões de euros em 2018 (-3,1%).

No total, os cinco principais bancos cobraram o ano passado 1.818 milhões de euros em comissões, acima dos 1.743,3 milhões de euros de 2017.

As receitas de comissionamento arrecadadas em 2018 dizem respeito a dois tipos de serviços: serviços mais diretamente relacionados com a banca tradicional (abertura de processos de crédito, aberturas de conta e transferências, por exemplo) e serviços relacionados com atividade de mercados financeiros (operações em bolsa, comissões de corretagem e gestão de ativos, entre outros).

As comissões cobradas têm sido tema de debate nos últimos anos, quando os bancos alteraram preçários (passando a cobrar por operações bancárias de rotina, como comissões de manutenção de conta ou transferências de dinheiro), para compensar quedas de receitas noutras rubricas da conta de resultados.