Transportes Públicos

ANTROP diz que pagamento de compensações do passe único é “absolutamente crítico”

O responsável pela ANTROP lembrou que em causa está um modelo tarifário "muito radical" relativamente ao que existe e exige mudanças significativas ao nível da bilhética e da oferta de transporte.

O presidente da ANTROP lembrou que o histórico de Portugal "é desastroso" no que diz respeito ao comportamento do Estado relativamente aos operadores

Pedro Freitas Silva/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP) defende que as autoridades de transporte e o Governo devem compensar rapidamente os operadores de transporte devido ao diferencial resultante da entrada em vigor do passe único.

As empresas hoje têm um nível de receita que, a partir já do final deste mês, com a venda dos novos passes, vai reduzir drasticamente. E, portanto, é absolutamente crítico que as autoridades de transportes compensem rapidamente este diferencial, sob pena de os operadores não terem meios de subsistência para poder acudir àquilo que são as suas obrigações básicas, como, por exemplo, pagar os salários, pagar os combustíveis”, afirmou esta sexta-feira, em declarações à Lusa, o presidente da ANTROP, Luís Cabaço Martins.

O responsável lembrou que em causa está um modelo tarifário “muito radical” relativamente ao que existe e que exige da parte de todos os intervenientes, inclusive dos operadores de transporte, mudanças significativas ao nível da bilhética, da oferta de transporte e da própria operação.

“Independentemente de todas estas alterações que vão exigir muito trabalho e muita concentração e capacidade de realização, nós só podemos fazer isto com uma sustentabilidade económico-financeira”, defendeu, sublinhando que para os operadores privados esta é uma questão absolutamente fundamental.

O presidente da ANTROP lembrou que o histórico de Portugal “é desastroso” no que diz respeito ao comportamento do Estado relativamente aos operadores.

“Ainda hoje, o Estado por situações diversas já é devedor para com as empresas em nove ou dez milhões de euros, com situações antigas de ajustamento do multimodal de Lisboa, do passe 4_18, Sub23 do Porto e do primeiro trimestre do tarifário social em todo o país”, declarou.

O Estado ainda não regularizou estas situações, sublinhou Luís Cabaço Martins, e a partir de abril “cria uma situação nova, com valores muito mais significativos”.

“Tem de haver uma grande responsabilização da parte das autoridades de transporte e do Governo, que é responsável pela transferência da maior parte dessas verbas para que tudo corra bem, sob pena de o sistema fracassar por essa via”, defendeu.

O PART – Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos pretende incentivar o uso dos transportes coletivos nas grandes cidades e foi publicado em 05 de fevereiro.

O diploma estabelece que as Áreas Metropolitanas de Lisboa (AML) e do Porto (AMP) e as 21 Comunidades Intermunicipais (CIM) recebam 104 milhões de euros do Fundo Ambiental, através do Orçamento do Estado, e comparticipem o programa com um total de 2,6 milhões. A verba estará disponível a partir de 01 de abril.

A AML, que tem mais de 464 mil utilizadores dos transportes públicos, irá receber a verba maior – 74,8 milhões de euros – enquanto a AMP, com 177,5 mil utilizadores, vai receber 15,4 milhões de compensação financeira.

Apesar do investimento inicial previsto, as autarquias contribuíram com 12 milhões para o PART.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Transportes Públicos

Os dias das mentiras /premium

Alberto Gonçalves
1.490

Em meras 3 horas e pouco António Costa percorreu 73 quilómetros, proeza notável nos idos de 1850. Ou, nos centros urbanos portugueses, em 31 de Março de 2019. Não fazia ideia do atraso em que vivemos.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)