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Saúde

Salvador já respira sozinho

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O bebé que nasceu prematuro na última quinta-feira de uma mãe em morte cerebral, no Hospital de São João, evolui bem e "apresenta um comportamento neurossensorial adequado à sua prematuridade".

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Tânia Teixeira

“O Salvador, atualmente no sexto dia de vida, evolui favoravelmente”, afirmou esta terça-feira a direção clínica do Hospital de São João no Porto. O bebé já respira sozinho.

O bebé nasceu na quinta-feira passada, dia 28 de março, com 31 semanas e 6 dias de gestação, às 4h32, do ventre de uma mãe em morte cerebral. Na altura do parto, Salvador pesava 1,7 quilos, um peso bom para bebé prematuro, segundo os médicos, e media 40 centímetros.

Segundo o comunicado enviado pela direção clínica do Hospital de São João, Salvador “está já em ventilação espontânea, sem necessidade de oxigénio suplementar”. Ainda de acordo com os médicos, o bebé “apresenta comportamento neurossensorial adequado à sua prematuridade”.

O comunicado também revela que “a família tem acompanhado o Salvador e está a par de toda a sua evolução clínica”.

Quando nasceu, Salvador apresentava grandes dificuldades respiratórias mas o seu estado de saúde evoluiu de forma positiva. Na última sexta-feira, no dia seguinte ao nascimento, o bebé já não necessitava de “ventilação mecânica invasiva”, como informou o conselho de administração do Centro Hospitalar e Universitário de São João, no Porto.

Segundo apurou o Observador junto da equipa médica que acompanha o bebé, no dia seguinte ao parto, Salvador já respirava apenas com ajuda do suporte ventilatório nasal, e agora já não necessita de qualquer ajuda para respirar.

Prevê-se que o bebé poderá ter alta dentro de três semanas a um mês. Apesar das circunstâncias do parto, Salvador é considerado um prematuro normal para a sua idade gestacional.

Catarina Sequeira, a jovem canoísta de 26 anos, mãe de Salvador, natural de Crestuma, em Vila Nova de Gaia, foi mantida viva para que o filho pudesse nascer. O parto estava programado para 29 de março, na data das 32 semanas de gravidez, mas complicações respiratórias anteciparam a cesariana.

A morte cerebral de Catarina Sequeira foi declarada a 26 de dezembro do ano passado, depois de no dia 20 desse mês, a mulher grávida ter dado entrada no Hospital de Gaia, devido a um ataque de asma aguda que a deixou inconsciente.

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