Começou por ser uma “taxinha” — assim criticada por António Pires de Lima — mas está, cada vez mais, a afirmar-se como uma taxa rentável para as câmaras municipais. No ano passado as câmaras municipais encaixaram 29,3 milhões de euros com a taxa turística, mais 56% do que no ano anterior. Lisboa e Porto são as cidades que receberam mais — e a expectativa é de que o valor continue a subir, avança o Diário de Notícias.

Logo no primeiro ano em vigor, em 2016, a taxa municipal turística rendeu aos cofres camarários de Lisboa mais de 12 milhões de euros. Para este ano o executivo autárquico espera mais de 36,5 milhões de euros, o que se justifica parcialmente com a duplicação da taxa, desde 1 de janeiro (passou de um para dois euros por dormida).

Já no Porto, onde a taxa só foi introduzida mais tarde (no ano passado) a previsão de receita era já de seis milhões de euros. Mas em 2019, o orçamento do executivo camarário prevê uma receita a ultrapassar os 8,2 milhões de euros, mais 38%. Quem também introduziu a taxa no ano passado, Cascais, espera arrecadar 3,1 milhões de euros em 2019, mais um milhão do que no ano passado.