A polémica chegou ao Twitter no dia 1 de maio deste ano, quando a cantora SZA, de 28 anos, relatou um incidente durante a sua visita a uma loja Sephora, no estado da Califórnia. “[…] Sandy chamou a segurança para ter a certeza de que eu não estava a roubar. Tivemos uma longa conversa. Tem um bom dia, Sandy”, escreveu nessa rede social.

“Fazemos parte da família Sephora e estamos determinados a garantir que qualquer membro da nossa comunidade se sente bem recebido e incluído nas nossas lojas”, reagiu, também no Twitter, a cadeia de lojas francesa, propriedade do grupo LVMH. Semanas após o incidente, a marca anunciou que encerraria todas as lojas dos Estados Unidos, bem como os centros de distribuição e escritórios, no próximo dia 5 de junho. Durante esse dia, os trabalhadores receberão um workshop dedicado à diversidade, tendo em visto um tratamento inclusivo por parte da equipa para todos os clientes.

On the morning of 6/5, every Sephora store, distribution center, and corporate office in the US will close to host inclusion workshops for our employees. These values have always been at the heart of Sephora, and we’re excited to welcome everyone when we reopen. Join us in our commitment to a more inclusive beauty community: Sephora.com/BelongWe Belong to Something Beautiful.

Posted by SEPHORA on Wednesday, May 22, 2019

Num comunicado feito em vídeo, a Sephora afirmou que nunca parará de “[…] construir uma comunidade da qual se espera diversidade, onde a expressão individual é honrada e onde todos são bem recebidos […]”. Nos últimos dois anos, a cantora SZA somou nove nomeações para os Grammy Awards.

O caso não é inédito. No ano passado, e depois de uma acusação de descriminação racial, a Starbucks encerrou as suas 8.000 lojas para dar a mesma formação aos seus funcionários. As próprias políticas de funcionamento dos estabelecimentos foram alteradas após o incidente. Consumir algo da loja deixou de ser um requisito obrigatório para ocupar o espaço da cafetaria e para usar a casa de banho.