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Novo iOS 13 da Apple vai dar mais memória aos iPhone. iTunes vai desaparecer dos Mac

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Tim Cook, líder da Apple, apresentou no evento anual para programadores, o WWDC, o iOS 13, que tem apps que ocupam menos 50% de memória, e outras novidades, como o fim do iTunes para os Mac.

Tim Cook na apresentação em São José, na Califórnia, do WWDC 2019

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Tim Cook, presidente executivo da Apple, apresentou várias novidades no WWDC 2019, o evento anual para programadores da Apple que começou esta segunda-feira. Entre elas estão o novo iOS 13, o sistema operativo móvel que vai ter apps que ocupam menos espaço, e o iPadOS, o sistema operativo só para iPads que permite utilizar este tablet como segundo ecrã de um computador Mac. Além do futuro do software da maçã, a Apple divulgou uma nova versão do jogo Minecraft em realidade aumentada, um novo computador Mac Pro e o fim do iTunes como o conhecemos.

No início do evento, Tim Cook começou por lembrar a nova versão do tvOS, o sistema operativo de televisão da Apple para ver séries — e concorrer com o Netflix com um novo serviço de streaming, o Apple Tv+. Houve também tempo para falar dos videojogos do Arcade, a nova aposta da Apple para quem quer jogar nos Mac e iPhone. Uma das novidades anunciadas para este serviço de entretenimento foi a possibilidade de os utilizadores poderem utilizar comandos da PS4 ou Xbox 360 com o Arcade. Além disso, e a mostrar o investimento no Apple Tv+, Cook mostrou o trailer de uma das primeiras série do criador do Battlestar Galactica que foram produzidas para esta nova plataforma da Apple.

Depois de gabar as novidades da empresas anunciadas no início deste ano, Tim Cook e outros responsáveis da empresa passaram ao importante no WWDC: software. Entre as primeiras novidades, a Apple mostrou como quer continuar a competir no mercado de relógios inteligentes com um novo Watch OS, o sistema operativo móvel para o Apple Watch.

A próxima versão do Watch OS, vai passar a ter uma loja de aplicações dedicada. Ou seja, os programadores vão passar a poder desenvolver apps só para este relógio inteligente, sem ser necessário ter uma semelhante no iPhone. Um exemplo desta vantagem, como foi mostrado no palco em São José, é o utilizador ter mais opções no pulso como uma aplicação de calculadora com mais funções.

O Apple Watch vai passar a ter uma loja de aplicações só para o relógio inteligente

iOS 13 cria um “modo escuro”

Com o iOS 13, a Apple afirma que as apps vão ocupar até menos 50% de memória e vão ser duas vezes mais rápidas. Várias aplicações da empresa para os seus aparelhos iPhone foram melhoradas, como a aplicação de mensagens que — finalmente — tem um modo deslizar no teclado para os utilizadores escreverem mais rápido (esta funcionalidade já é comum em telemóveis Android, como os Samsung, há vários anos). O “swipe” (deslizar) permite escrever palavras só com um deslize pelas letras do teclado virtual do aparelho.

O novo modo escuro do iOS 13. Na apresentação a equipa que desenhou este novo tema para cansar menos a vista

Também a concorrer com a Google, a empresa de Sillicon Valley criada por Steve Jobs e Steve Wozniack divulgou a nova forma de organizar fotografias nos iPhone. Com o iOS 13, recorrendo a inteligência artificial e reconhecimento de imagem, o iPhone vai organizar as imagens automaticamente e apagar duplicados (o Android, da Google, já tem um sistema semelhante).

Contudo, mesmo com mais eficiência, as atenções da apresentação do iOS 13 estiveram focadas principalmente no novo “Dark Mode” (modo escuro, em português). À semelhança do que outros sistemas operativos já oferecem, na próxima versão do iOS os utilizadores vão poder mudar a cor do fundo das aplicações para preto. Teoricamente, esta funcionalidade permite gastar menos bateria e cansa menos a visão ao utilizar o smartphone em ambientes escuros.

Com o novo iOS virá também um novo Apple Maps, a aplicação de mapas GPS da empresa. A Apple voltou a investir neste software e promete que está melhor do que nunca. Entre as novidades estão edifícios em 3D e informação sobre os locais que queira visitar (fica a faltar saber se as melhorias vão apagar a má fama do serviço lançado em 2012 com vários bugs).

O novo macOS vai chamar-se “Catalina” e traz o fim do iTunes

Depois do Mojave em 2018, a Apple anuncia agora o Catalina. O novo sistema integra o iTunes em mais apps e quer juntar mais funcionalidades do programa da Apple com o Apple TV, os Podcasts e a Apple TV. No fundo, é o fim do iTunes nos Mac, o programa para ouvir ficheiros multimédia da Apple. Com o Catalina, as aplicações que já referimos vão englobar as funcionalidades que já existiam no iTunes para uma experiência mais prática. Ao ligar um dispositivo, por exemplo, em vez de ser necessário abrir o iTunes para sincronizar ficheiros, utiliza-se o Finder, o explorador e ficheiros do OSX.

O iTunes foi apresentado em 2001 por Steve Jobs. O programa foi a base para a sincronização de músicas de aparelhos com o iPod. Com os dispositivos a ganharem mais funcionalidades, como a possibilidade de ser ver vídeos, o iTunes foi ganhando mais funcionalidades. Contudo, atualmente, a Apple considera que não faz sentido ter um programa para englobar todas as opções de entretenimento e gestão de ficheiros quando, para isso, já existe o sistema operativo. Para já, o iTunes vai continuar disponível para Windows.

Além deste fim do iTunes, vai ser possível controlar todos os sistemas da empresa só com a voz, principalmente esta nova versão do sistema operativo. A funcionalidade é pensada principalmente para quem dificuldades motoras. Num vídeo, a Apple mostrou como, em inglês, o utilizador pode controlar o Mac só com a voz — desde escrever um texto até ver aumentado um local na aplicação de maps. A voz é toda processada no equipamento: “nenhuma voz é enviada para a Apple”, garante a empresa.

iPadOS, o novo sistema operativo só para os tablet iPad

Com a chegada do iOS 13 a Apple também traz uma grande mudança para os seus dispositivos móveis. Este sistema, em vez de ir atualizar os iPhone e iPad, só vai estar disponíveis para os telemóveis da empresa. Numa mudança de filosofia do que tem sido feito até agora, a empresa anunciou que os seus tablets — os iPad — vão ter um sistema operativo próprio, o iPad OS. Entre as novidades que o software traz está a possibilidade de ligar pens UBS diretamente aos tablets da Apple.

Este novo sistema operativo para os iPad permite à Apple melhorar as apps nos tablets que vende. O Safari, o browser para navegar na Internet da Apple, a vai assemelhar-se mais à versão para os computadores da empresa, os Mac.

O novo iPadOS vai substituir o iOS nos tablets da Apple

Para salientar as vantagens deste sistema operativo que vai estar entre o iOS, para os iPhone, e o macOS, para os Mac, a Apple melhorou também o Apple Pencil, a caneta digital da empresa para os iPad. Como a Apple não tem computadores com ecrãs com visores táteis, a Apple salientou na apresentação as vantagens em utilizar esta caneta digital que está mais fiável e assemelha-se mais a uma caneta real. É uma aposta um pouco diferente do que a Microsoft, com os modelos Surface — que utilizam o Windows 10 para computadores — já faz (também têm uma caneta digital, mas o ecossistema é o mesmo dos outros computadores). Mesmo assim, com esta mudança, a Apple quis mostrar que os iPad estão mais perto dos portáteis do que dos iPhone.

O iPadOS vai ter um modo para ter ligada duas aplicações ao mesmo tempo

O novo Mac Pro mostra que a Apple também quer computadores “poderosos”

Os fãs da Apple pediam uma edição revista do computador de secretária da empresa e receberam-na no WWDC. Neste equipamento de linhas retas não há designs limpos ou tentativas para esconder o hardware. O Mac Pro pode ter até 1,5 terabytes de memória interna expansível e tem processadores Intel Xeon de última geração. Além disso, não faltam entradas para dispositivos externos (até para cabos de auriculares tradicionais) num produto que mostrar que a Apple quer apostar nos utilizadores de computadores mais exigentes.

Tim Cook com o novo Mac Pro

Este computador tem como público alvo quem utiliza os Mac para tarefas que exigem muito processamento e capacidade gráfica como edição de vídeo e som. Na apresentação, a Apple mostrou como o computador consegue editar em 8K — o último grito de qualidade de imagem (superior ao 4K) de forma fluida, podendo suportar sem problemas os programas de edição existentes. Para a Apple, é o “Mac mais expansível e poderoso de sempre”. Só o computador — não inclui o ecrã de cerca de quatro mil euros, nem a base para segurar este, de 800 euros — vai custar, no mínimo, seis mil dólares (cerca de 5300 euros).

Minecraft na sala de estar com realidade aumentada

Sendo um evento para programadores, a Apple anunciou novas ferramentas para quem cria software para os produtos da empresa. Desde 2017 que uma das grandes apostas da Apple tem sido a realidade aumentada, que permite ver objetos digitais no mundo real através do ecrã de um iPad ou iPhone. Com o ARkit 13, os programadores vão ter novidades, mas os utilizadores Apple também: foi anunciado o Minecraft Earth, uma versão do famoso jogo da Mojang, detida pela Microsoft, em realidade aumentada.

Uma das responsáveis da Mojang a jogar com o iPhone a versão do Minecraft em realidade aumentada. Outro dos responsáveis do jogo mostrou, através de um iPad, como é possível pôr as construções de blocos digitais em cima de uma mesa

Com o ARKit 3 não são só jogos digitais que podem aparecer na sala de estar. Agora, os programadores têm acesso a mais ferramentas para criarem serviços e jogos em realidade aumentada. Uma das principais novidades é também o reconhecimento do corpo inteiro de uma pessoa pela câmara do iPhone que estas ferramentas permite. No palco, a Apple mostrou como quase em tempo real uma câmara reconhece os movimentos e replica-os em avatares digitais.

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