O montante é inquestionável. O relatório de despesas do último ano financeiro foi divulgado pelo Palácio de Buckingham esta semana e, entre o total de gastos da da família real britânica, salta à vista a quantia gasta na remodelação de Frogmore Cottage, a casa para onde Harry e Meghan Markle se mudaram a poucas semanas do nascimento do primeiro filho, Archie. As obras custaram quase 2,7 milhões de euros e, segundo a imprensa britânica, parte dos trabalhos destinaram-se a tornar o edifício mais habitável, dada a sua composição original de cinco edificações separadas. O valor saiu do The Sovereign Grant, fundo destinado a suportar os deveres oficiais da Rainha e a manutenção dos palácios reais ocupados e composto por dinheiro público.

A família real reunida no Palácio de Buckingham, após o Trooping The Colour, a parada anual que celebra o aniversário da Rainha, a 8 de junho, em Londres © Chris Jackson/Getty Images

A remodelação durou cerca de seis meses e, além de converter os vários espaços num único edifício habitável, deixou a casa com um novo soalho, cozinha e casas de banho de luxo e ainda uma sala de yoga para a mãe e para o bebé. Citado pela Vanity Fair, o responsável pelas contas do palácio, Michael Stevens, afirmou que a propriedade, muito próxima do Castelo de Windsor, já se encontrava sinalizada, uma vez que não era “submetida a obras há alguns anos”. Parece, portanto, que os trabalhos se destinaram a garantir o futuro do próprio imóvel. “O The Sovereign Grant cobriu a intervenção levada a cabo para transformar o edifício na residência oficial e casa do duque e da duquesa de Sussex e da família. O edifício voltou a ser uma única residência e as antigas infraestruturas foram substituídas para garantir um futuro longo à propriedade”, indicou o mesmo responsável.

Enquanto isso, há especialistas a alegar que o gasto ficou abaixo do que seria expectável para membros da realeza. “É uma quantia modesta tendo em conta os padrões deste tipo de cliente. Sobretudo, considerando o trabalho que terá sido feito”, referiu um profissional do design de interiores de Londres ao The Telegraph. Uma coisa é certa: a despesa não bateu a quantia gasta por William e Kate na remodelação do seu apartamento no Palácio de Kensington, em 2014. Dessa vez, as obras ascenderam os 5 milhões de euros.

Mas o The Sovereign Grant Report, revelado esta semana, traz outros dados sobre os gastos da família real no último ano. Falamos de um total de quase 75 milhões de euros, cerca de 22 milhões a mais do que no anterior. Dinheiro que, afinal de contas, vem dos contribuintes. Segundo o jornal Independent, o aumento do montante gasto deve-se a despesas com a manutenção dos palácios, distribuídos pelo país, e ao melhoramento dos serviços do Palácio de Buckingham, um projeto de dez anos. Outros somatórios dão conta de 140 compromissos oficiais levados a cabo pela Rainha e de 3.200 aparições públicas da família real.