A mudança dos duques de Sussex do Reino Unido para os Estados Unidos causou uma rutura na família real britânica. O príncipe Harry admite agora o desejo de que tal desavença chegue ao fim. O filho de Diana não mantém contacto frequente com o pai, o Rei Carlos III, e o irmão, o príncipe William, desde que anunciou a sua saída das funções que mantinha no seio do clã. Com o regresso a Inglaterra em setembro deste ano, já com os filhos matriculados numa escola local (e com o assédio dos paparazzi), o tema voltou à tona.
Numa entrevista publicada esta terça-feira pela revista GQ, Harry disse, sem citar nomes, que “há algumas pessoas que não querem que se resolva” o atrito entre ele, o irmão e o pai. Um porta-voz do duque de Sussex disse ao Page Six que o objetivo da declaração de Harry não foi provocar um “ataque ao irmão ou a qualquer outro membro da sua família”. O comentário terá sido feito, segundo a mesma fonte, “num contexto geral”.
“Eu quero que se resolva. Claro que quero. Com tudo o resto que está a acontecer no mundo, o mais importante é a reconciliação. Esse é o ponto essencial”, afirmou. “Para mim, já há drama suficiente no mundo e na vida das pessoas para continuar com problemas na família. Simplesmente não vale a pena“, revelou. Uma reconciliação definitiva entre os irmãos, no entanto, não parece ocorrer para já, segundo um antigo amigo de Meghan que falou ao tabloide britânico Daily Star. “Uma receção calorosa não significa que uma reunião real esteja ao virar da esquina. Acho que veremos uma reconciliação familiar privada com Carlos e Camilla muito antes de voltarmos a ver os ‘fab four‘ juntos. Não me parece que o William e a Kate lhes venham a perdoar“, disse Nick Ede.
Harry, no entanto, parece discordar do ponto de vista de Ede. “O que aconteceu naquela altura ficou lá atrás e o que aconteceu nos últimos seis anos foi uma continuação disso (…) mas esperemos que possamos todos virar essa página“, disse. “E com tudo o resto que está a acontecer no mundo, há aspetos do passado que tenho a certeza de que todos nós — eu, a minha família e alguma imprensa britânica — gostaríamos de deixar para trás e trabalhar para um bem maior”.
Mesmo com a incerteza de uma reconciliação, o príncipe Harry afirma estar satisfeito em regressar ao seu país de origem. “Sabe bem voltar a estar em solo britânico por mais do que escassos dias ou uma semana aqui e ali”, disse à GQ. Os filhos Archie e Lilibet corroboram o sentimento. “Estão a adorar e [viver no Reino Unido] está a dar-lhes uma experiência completamente diferente”. O planeamento do regresso, admitiu Harry na mesma entrevista, não foi feito com antecedência.
No início deste mês, Harry participou num episódio sobre luto (realizado por uma plataforma paga de streaming), em que abordou a depressão que sofreu antes da chegada aos Estados Unidos e a dificuldade em chorar a morte da mãe. Em julho deste ano, Meghan, Harry e os seus filhos encontraram-se com Carlos III e Camilla na residência privada da família em Highgrove, na Inglaterra. Foi o segundo encontro da menina Lilibet, de cinco anos de idade, com o avô paterno. Nesta viagem, os Sussex visitaram ainda a casa de infância da princesa Diana. Um encontro entre Harry e William, no entanto, não aconteceu. A última vez em que os príncipes foram vistos juntos num compromisso público foi em setembro de 2022, no funeral da Rainha Isabel II.
[Annie consegue estar presente nos últimos anos do pai, que não vai viver tempo suficiente para conhecer a sua sentença no julgamento do homicídio de Humberto Delgado. Entretanto, também ela vai ficar gravemente doente. Já pode ouvir o último episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]