Há cinco anos e meio que a vida de Michael Schumacher mudou radicalmente: depois de uma carreira de brilhantismo (para alguns, sem igual) na Fórmula 1, o piloto alemão sofreu um grave acidente nos Alpes Franceses, enquanto fazia esqui, que o deixou várias semanas em coma induzido, que motivou cirurgias consecutivas e que remeteu Schumacher a casa e ao afastamento do olhar do público.

As notícias sobre o estado de saúde do alemão são quase inexistentes desde o acidente. Conhecem-se apenas rumores e relatos de alguns, poucos, elementos próximos, como Jean Todt, antigo CEO da Ferrari e atual presidente da FIA que afirmou ver corridas de Fórmula 1 em casa do antigo piloto e na sua companhia. Schumacher, apontou Todt, continua a lutar, mesmo estando ainda seriamente debilitado. Agora, o antigo piloto estará também a ser submetido a um tratamento clínico invulgar, em França.

Segundo relata o jornal francês Le Parisien, Michael Schumacher deu entrada esta segunda-feira nos serviços de cirurgia cardiovascular do hospital europeu Georges-Pompidou, em Paris. O campeão de Fórmula 1 estará a ser tratado na unidade hospitalar pelo médico e professor Philippe Menasché, um cirurgião cardíaco de 69 anos que além de ser apresentado como uma “sumidade” na área, é também apontado como “pioneiro em terapias celulares para curar insuficiência cardíaca” — isto é, em métodos clínicos que consistem na injeção de material celular em pacientes.

Embora a informação seja controlada ao máximo pelo círculo familiar e médico de Schumacher, o jornal Le Parisien, citando fontes sob anonimato, revela que o antigo piloto está a ser tratado com “infusões de células estaminais que são distribuídas pelo organismo com o objetivo de originar uma reação anti inflamatória sistémica”, ou seja, “em todo o organismo”. O tratamento deverá começar esta terça-feira de manhã, acrescenta o jornal. Deverá ser breve, já que Schumacher poderá abandonar o hospital parisiense logo no dia seguinte, na quarta-feira.

O heptacampeão de Fórmula 1 já teria feito duas visitas anteriores ao hospital francês na última primavera, tendo passado despercebido. Os cuidados para que as visitas hospitalares de Schumacher sejam discretas são tantos que o antigo piloto dará entrada com nome falso, por exemplo, de acordo com fontes do Le Parisien.

Em 2014, o professor que está atualmente a tratar Schumacher fez o primeiro transplante de células cardíacas embrionárias para um paciente que sofria de insuficiência cardíaca.