Um segurança de uma discoteca foi condenado por tribunal da cidade alemã de Wuppertal a três anos de prisão por participar num plano para extorquir 15 milhões de euros à família do piloto de Fórmula 1 Michael Schumacher, gravemente doente desde 2013, de acordo com o jornal The Guardian.
Yilmaz Tozturkan, de 43 anos, estava a ser julgado por ameaçar publicar e carregar na dark web mais de 1.500 fotos e vídeos roubados de discos rígidos de Michael Schumacher, assim como registos médicos do ex-piloto. Para além do segurança da discoteca, o seu filho, Daniel Lins, que trabalha como informático, e o antigo segurança pessoal do ex-piloto Markus Fritsche foram condenados, respetivamente, a seis meses e a dois anos de prisão, ambos com pena suspensa.
Antes do veredito, Tozturkan demonstrou arrependimento e assumiu responsabilidade pelas ações. “Foi algo muito, muito nojento o que eu fiz. Apercebi-me disso no segundo dia de prisão. Vou responder por isso”, declarou, citado pela televisão alemã Deutsche Welle.
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Em reação, citado pelo jornal inglês, o advogado da família, Thilo Damm, defendeu que as penas a que os participantes no plano para extorquir a família do piloto foram condenados eram demasiado “brandas” e anunciou que ia recorrer. “Não concordamos com tudo o que o tribunal disse. Podem ter a certeza de que esgotaremos todas as possibilidades legais à nossa disposição”, avisou.
Apesar de a maioria dos discos roubados terem sido recuperados, a família afirma que um deles ainda não lhes foi devolvido, algo que preocupa os familiares do piloto. “Não sabemos onde está o disco rígido desaparecido (…) por isso, há a possibilidade de outra ameaça pela porta das traseiras”, explicou.
Foi em Dezembro de 2013 que Schumacher caiu enquanto esquiava no resort alpino francês de Meribel e sofreu uma lesão cerebral quase fatal. Desde que foi transferido do hospital em setembro de 2014, o antigo piloto continua a receber cuidados privados na casa de família na Suíça. O ex-piloto é detentor do recorde de campeonatos do mundo de Fórmula 1, título que venceu um número recorde de sete vezes, entretanto igualado por Lewis Hamilton em 2020.