A reunião da Comissão Política Nacional do PS durou cerca de uma hora e meia e no final o secretário-geral do partido fez sair um comunicado a dar conta da decisão do partido: serão negociadas previamente as propostas de orçamento do Estado e outras “relevantes para a estabilidade governativa”. António Costa não fará acordo escrito com nenhum dos partidos e tratará todos os partidos à esquerda por igual.

Resultou ainda dos contactos que, à semelhança da legislatura agora finda, será prosseguida uma metodologia idêntica de apreciação prévia das propostas de orçamentos do estado e de outras relevantes para a estabilidade governativa.

De acordo com fonte do partido, isto quer dizer que os socialistas vão colocar todos os partidos com quem se reuniram no início desta semana ao mesmo nível, não privilegiando o contacto com nenhum deles nos próximos quatro anos. O Bloco de Esquerda tinha manifestado abertura para ter um acordo escrito — foi o único dos partidos de esquerda contactados por Costa a fazê-lo — mas os socialistas entenderam “tratar todos por igual”, explicou a mesma fonte ao Observador.

António Costa saiu da reunião socialista mandatado “para proceder à formação do Governo”, de acordo com o comunicado distribuído à comunicação social. No mesmo texto, o partido diz que a conclusão de Costa sobre as reuniões que manteve com PCP, Bloco de Esquerda, Verdes, PAN e Livre é que “todos os partidos manifestaram vontade de trabalhar para que haja mais quatro anos de estabilidade política, estabilidade que é essencial para o desenvolvimento do país, para a confiança que gera crescimento e para a nossa credibilidade externa”.

O PS explica ainda que procurou estes parceiros concretos para negociações porque “o resultado eleitoral demonstrou o apoio à continuidade da solução governativa que, durante quatro anos, garantiu mais crescimento, melhor emprego e maior igualdade, sempre com contas certas”.