A startup portuguesa Unbabel, que alia inteligência artificial com pós-edição humana à tradução automática venceu o prémio de “Melhor Inovação em Atendimento ao Cliente” entregue pela European Contact Centre and Customer Service Award (ECCCSA), pelo trabalho que fez em parceria com a Concentrix. A cerimónia decorreu na quarta-feira à noite em Londres.

O júri distinguiu a forma como a Unbabel transformou o tradicional suporte ao cliente de um dos maiores players da indústria de viagens num centro multilingue que utiliza a tecnologia da startup portuguesa com a autenticidade de um falante nativo. Este projeto  ajudou a criar centros de baixo custo capazes de dar suporte em 29 línguas ao cliente, poupando 28% nos custos, durante os primeiros seis meses do projeto.

“Estou muito orgulhoso por termos sido reconhecidos pela ECCCSA pelo nosso trabalho com a Concentrix. Hoje, a satisfação do cliente está nas prioridades das empresas, por isso atender os clientes de forma imediata na sua língua nativa representa uma grande vantagem competitiva. Estou muito orgulhoso da nossa equipa que criou uma solução verdadeiramente disruptiva em parceria com os nosso colegas da Concentrix”, afirmou o presidente e cofundador da Unbabel, Vasco Pedro, em comunicado.

A ECCCSA é o maior programa de prémios da indústria de serviço ao clientes e reconhece as organizações europeias que estão a liderar na forma de prestar serviços excecionais aos clientes. Na décima nona edição, o programa contou com empresas de 24 países

A Unbabel fechou em setembro uma ronda de investimento Série C no valor de 60 milhões de dólares, cerca de 54 milhões de euros. Conta com mais de 200 colaboradores distribuídos pelos escritórios de São Francisco, Nova Iorque e Pittsburgh. Marcas como Facebook, Microsoft, Booking.com e a easyJet usam a Unbabel para aumentar o nível de satisfação do cliente e tornar as suas operações de apoio ao cliente mais eficientes.

Unbabel recebe 60 milhões de dólares de investimento. Vem aí um “unicórnio com asas”?

A Unbabel foi criada em 2013 e, em setembro deste ano, Vasco Pedro dizia ao Observador que queria fazer da sua empresa uma empresa global e parte desse percurso passava por fazer “um IPO” (entrada de uma empresa em bolsa) em algum ponto. “É algo que vamos ver daqui a quatro ou cinco anos”, referiu.