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Justin Bieber, artista que atingiu o estrelato na ascensão da era do YouTube, revelou num documentário que começou a consumir drogas desde os 13 anos.

No documentário “Justin Bieber: Seasons”, cujos primeiros seis episódios já estão disponíveis no Youtube, o jovem artista confessou que consumiu marijuana pela primeira vez aos 13 anos. Segundo o jornal espanhol, o cantor de 25 anos abordou em várias entrevistas e até na sua conta de Instagram os perigos, traumas e dificuldades por que passou durante os primeiros anos de sucesso no mundo da música.

A primeira vez que fumei marijuana foi no meu quintal, fiquei drogado”, confessou. “Apercebi-me que gostava de marijuana. Foi então que começou o meu desejo de fumar erva, e gostei”.

Bieber chegou a consumir drogas como a marijuana, pastilhas de MDMA, xarope para a tosse e cogumelos alucinogénios, que representavam “uma fuga” para o artista. “Comecei a depender disso e sabia que tinha de parar. Não acho que seja mau, mas tornou-me dependente e isso não era bom”, acrescentou.

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O intérprete de “Sorry” e “Love Yourself” revelou, ainda, que sentiu que estava “a morrer” e que a equipa de segurança que o acompanhava tinha de confirmar todas as noites se Bieber tinha pulso. Começou por tomar antidepressivos que o ajudavam a “levantar-se da cama todas as manhãs” e a sair da espiral de vícios em que se encontrava, assume.

Nesta altura surge Hailey Baldwin, a mulher de Justin Bieber, que o apoiou. “Acredito que quando alguém muito jovem sofre este tipo de ansiedade ela não é diagnosticada e a automedicação faz-te sentir melhor. Simplesmente porque faz-te deixar de sentir”, afirmou.

Atualmente, o artista combate os efeitos das drogas através de tratamentos numa câmara hiperbárica — uma cápsula pressurizada onde o oxigénio é 100% puro — e faz ainda tratamentos que o ajudam a eliminar as toxinas do corpo. “Para pessoas que costumavam ter um problema com drogas, quando ficam sóbrias, os centros de prazer do cérebro não funcionam da mesma forma. Então, o que o NAD [tratamento dinucleótido de nicotinamida e adenina] faz é ajudar a reparar essa parte do cérebro e reparar os centros de prazer para equilibrá-los”, revela no documentário.

Foi através do documentário que o cantor explicou ao público como a doença de Lyme e a mononucleose o impediram de cantar. O artista falou, também, do processo de recuperação de uma depressão que, em 2016, o levou a cancelar uma digressão.