Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Se não tivesse sido ator, Max von Sydow, que morreu no domingo, aos 90 anos, podia ter sido militar. Tinha a secura de corpo, o porte e a voz de autoridade, feita para comandar, bem como a máscara grave. E punha essa gravidade em todas as suas personagens, fosse dirigido pelo seu amigo e mentor Ingmar Bergman (“Foi o Ingmar que me fez como ator”, disse certa vez), com quem trabalhou no teatro e rodou 11 filmes na Suécia, tornando-se no seu rosto masculino de eleição e “alter ego” na tela, fosse a fazer um papel pequeno ou principal, em grandes produções de Hollywood como em filmes americanos independentes ou europeus. Estivesse presente só por cinco minutos ou o tempo todo da fita, von Sydow dominava as atenções. E mesmo que o filme fosse menor ou indiferente, fizesse de vilão refinado ou de bondoso avôzinho, lembrávamo-nos sempre dele no final.

[“Ana e as Suas Irmãs”:]

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.