A China anunciou esta sexta-feira que apoia a criação “após o fim da epidemia” de uma comissão, sob a égide da Organização Mundial da Saúde (OMS), para avaliar “a resposta global” à Covid-19.

Essa avaliação deve ser feita de maneira “aberta, transparente e inclusiva”, disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A posição do governo chinês surge depois de vários países, incluindo Estados Unidos e Austrália, terem exigido uma investigação sobre o aparecimento do vírus no país asiático, no final do ano passado.

Hua Chunying enfatizou que a investigação deve ser validada pela Assembleia Mundial da Saúde da OMS, ou pelo seu conselho executivo – os dois principais órgãos da organização internacional, que tem sede em Genebra, na Suíça.

A investigação proposta por Pequim não seria direcionada especificamente à China, mas seria antes uma avaliação que potencialmente abrangeria todos os países do mundo.

Vários países europeus, incluindo a França, Alemanha e Reino Unido, exortaram o governo chinês a uma maior transparência na gestão do vírus. Pequim rejeitou as exigências de Washington e Camberra, que classificou como uma “politização” da atual crise de saúde.

A China negou firmemente as acusações de que ocultou informações no início da pandemia e assegurou que compartilhou rapidamente os dados à sua disposição com a OMS e outros países.

Segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou cerca de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.