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Comecemos pelo meio. O exato meio: os 42 minutos de um total de 84 minutos + créditos. Porque é aí que está o início. Ou melhor, o momento-chave de “Becoming”.

De olhar carregado, Michelle Obama recua até 2008 e à altura em que, durante a campanha presidencial, começa a ser difamada pela imprensa. Em imagens de arquivo, vemos afirmações distorcidas, factos inventados, uma mulher abatida. Fake news em fase incipiente. E uma constatação: a futura primeira-dama dos EUA tem de aprender a seguir o guião e a controlar a sua própria narrativa.

Corta para 2019 e para o regresso ao bairro pobre onde cresceu, em Chicago. Nesta altura, já ela está na turné de promoção do livro de memórias, onde conta a sua história de vida e explica como encontrou a sua voz. Becoming, ou seja, “tornar-se”. Trinta e quatro cidades. Salas com 20 mil lugares. Dez milhões de exemplares vendidos. E um último corolário: o documentário com o mesmo nome que se estreou há poucos dias na Netflix.

[o trailer de “Becoming”:]

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