O ministério da Educação pode vir a encurtar os prazos de contratação dos professores de modo a assegurar as aulas presenciais dos alunos do 11.º e do 12.º ano, que acontecem entre os dias 18 de maio e 26 de junho. De acordo com o jornal Público, a garantia foi dada pela tutela aos diretores de escolas.

Encurtar os prazos para a colocação dos professores, de modo a substituir os que estão em falta por pertencerem a grupos de risco, significa que as escolas poderão optar por contratações diretas através das reservas de recrutamento, assim que exista um horário por preencher, em vez de esperarem as três semanas estipuladas pela lei.

Substituição temporária de docentes não será problema, diz secretária de Estado

Ainda na semana passada, a secretária de Estado da Educação explicou que as escolas podem proceder à contratação de professores através das reservas de recrutamento semanais ou do regime de contratação de escola, “que opera no prazo de quatro dias”. “Não é um processo assim tão lento porque as reservas são semanais e a contratação de escola é muito rápida”, assegurou Susana Amador.

No entanto, podem não existir professores suficientes para assegurar algumas aulas, sobretudo em Lisboa. A maior parte dos professores na reserva de recrutamento são do Norte do país. Segundo o diretor da Escola Secundária Camões, “na zona de Lisboa, em particular, não vai ser colocado ninguém”.

Sobre um novo regime, o Ministério da Educação não respondeu ao jornal Público, embora o documento usado nas reuniões com diretores e sindicatos assegure que vai ser adotado até ao final do presente ano letivo um “regime excecional e temporário” na ausência de professores que integrem grupos de risco.