Foi uma nota um pouco à margem da goleada do FC Porto frente ao Belenenses SAD na noite deste domingo mas que confirmou matematicamente aquilo que todos sabiam talvez desde o próprio início da temporada: o Sporting superou aquele que é o maior jejum sem vencer o Campeonato, somando o 18.º ano sem triunfos e não repetindo o que aconteceu com a equipa verde e branca de 2000 que, mesmo com uma alteração técnica pelo meio, voltou a ser campeã depois da dobradinha de Manuel Fernandes, Jordão, Oliveira e companhia em 1982. “Não ponho a fasquia do sucesso dizendo que o mesmo passa apenas pelo Sporting ser campeão. Isso é só um objetivo mas temos outros pois precisamos de ter noção do ponto em que o clube está”, destacara na véspera Rúben Amorim.

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Neste trajeto até ao atípico Campeonato de 2019/20 marcado pela pandemia, houve o projeto do “quase” de José Peseiro que perdeu o título (e mais tarde a final da Taça UEFA) na penúltima jornada na Luz em 2005, uma era com Paulo Bento assente em jogadores da formação que ficou perto do primeiro lugar em 2007 (onde foi tudo decidido na última ronda), a pior classificação de sempre que levou à segunda época sem presença nas competições europeias em 2013 e o início do ciclo Jorge Jesus que levou tudo até ao fim sem sucesso apesar da série de vitórias consecutivas a acabar em 2016. Entretanto, entre guerras internas, instabilidade institucional e até uma estranha tendência para colocar o léxico mais economicista à frente da parte desportiva ao longo de quase duas décadas, o fosso para os rivais foi aumentando. E as palavras do atual técnico também entroncam nesse sentido.

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