O Governo da Madeira alertou esta sexta-feira para a eventualidade de o “desconfinamento inseguro” no país vir a contribuir para um aumento do número de casos de Covid-19 no arquipélago, onde estão sinalizados apenas dois doentes ativos.

A situação não está normalizada no nosso país e revela um desconfinamento inseguro”, disse o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, em videoconferência de imprensa, no Funchal.

E reforçou: “Temos mais casos, temos mais mortes [ao nível nacional] e temos maiores possibilidades de essas situações poderem chegar à Madeira. Temos de ter cuidado”.

O governante sublinhou que a “estratégia” adotada pela região autónoma no combate à pandemia de Covid-19 conduziu a “resultados diferentes” do resto do país, havendo a reportar um total de 95 casos, já com 93 doentes recuperados e apenas dois ativos, sem necessidade de cuidados hospitalares.

Pedro Ramos destacou a operação de rastreio de viajantes nos aeroportos da Madeira e Porto Santo, em vigor desde o dia 1 de julho, na sequência de uma resolução do executivo, de coligação PSD/CDS-PP, que substituiu o regime de quarentena pela obrigatoriedade de os passageiros apresentarem um teste negativo realizado até 72 horas antes do início da viagem, ou, então, a efetuá-lo à chegada.

O secretário indicou que a região já recebeu 76 voos, num total de cerca de 8.000 passageiros, dos quais 4.323 realizaram teste à Covid-19 nos aeroportos até às 18:00 desta sexta-feira.

Por outro lado, 12.045 pessoas estão já registadas no sistema MadeiraSaveToDiscover, que monitoriza os passageiros desembarcados no arquipélago através de uma aplicação de telemóvel, sendo que muitas ainda não viajaram para a região.

Os dois casos de infeção ativos no arquipélago foram importados e diagnosticados esta semana no contexto das atividades de vigilância implementadas nos aeroportos, permanecendo em isolamento no domicílio.

No contexto desta operação, esta sexta-feira foram também sinalizados três casos suspeitos, que estão em estudo.

Atualmente, 6.176 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde da Região Autónoma da Madeira, das quais 3.111 encontram-se em vigilância ativa.

Em Portugal, morreram 1.646 pessoas das 45.679 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.