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Chama-se relógio do longo-agora ou relógio dos 10 mil anos e, ao todo, estima-se que já tenha custado cerca de 42 milhões de dólares (35,47 milhões de euros) a Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo e o fundador e líder da Amazon. Porém, não pense que este projeto de Bezos é apenas uma extravagância de um multimilionário. O relógio quer durar mais tempo do que a História registada da Humanidade tem e pôr todos a pensar numa coisa que está sempre em falta, o tempo.

Este projeto do líder da Amazon, a maior retalhista online do mundo, arrancou em 2018 e não está ainda concluído. Na prática, é um relógio que, em vez de contar os segundos e minutos, conta os anos e as centenas de anos passados. No início deste ano, ainda não se sabia como uma pandemia ia mudar a humanidade, a Wired escrevia sem papas na língua: “O relógio de 10 anos é um perda de tempo”. No artigo, a revista explicava que o propósito desta construção era simples: “Ser um monumento para pôr a Humanidade a pensar a longo prazo“.

Estima-se que temos História em registo desde há cerca de apenas seis mil anos. Com um relógio destes, poderá olhar-se para um futuro que só as mais ousadas ficções-científicas concebem. Contudo, também é, como dizia a Wired, “um lembrete de que o caos social nunca é distribuído de forma transversal”. Além disso, escreve: “É arte de, por e para os ultra-ricos”.

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