A congressista democrata Alexandria Ocasio-Cortez transferiu, na última sexta-feira, um milhão de dólares (cerca de 890 mil euros) para uma conta política que serve para financiar a campanha de Abdul El-Sayed, que se poderá tornar no primeiro muçulmano a ser eleito para o Senado dos EUA, escreve o New York Times. A congressista está esta semana no Michigan, o estado onde El-Sayed tenta a eleição, para apoiar o companheiro de partido.
“Não vou acordar no dia 4 de novembro a desejar ter feito mais para combater as difamações contra Abdul”, disse Ocasio-Cortez num comunicado enviado ao The New York Times esta sexta-feira, referindo-se ao dia seguinte às eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 3 de novembro. “Vou dar tudo de mim“, garantiu, justificando, desta forma, a significativa contribuição financeira que deu à campanha de El-Sayed.
A dimensão da transferência feita por Ocasio-Cortez é incomum para um membro da Câmara dos Representantes, ainda para mais num estado que não o seu. Ocasio-Cortez é membro da Câmara dos Representantes, eleita por Nova Iorque. Segundo a sua declaração de rendimentos, Ocasio-Cortez ganhou cerca de 4,7 milhões de dólares (4,2 milhões de euros) só entre julho e setembro de 2026. Em outubro, tinha mais de 17 milhões de dólares em contas.
A congressista — que pondera candidatar-se à presidência em 2028 — acredita que a eleição de El-Sayed daria um grande impulso não apenas aos democratas, mas também ao movimento progressista em geral. Assim, decidiu transferir um milhão de dólares para ‘Abdul for Michigan Victory Fund’, um fundo que representa um esforço conjunto entre o Comité de Campanha Democrata para o Senado e o Comité Central Democrata do Estado de Michigan para impulsionar a eleição de El-Sayed.
Na quinta-feira, Ocasio-Cortez fez uma viagem de autocarro pela Península Superior de Michigan — um terreno eleitoral tradicionalmente mais difícil para os democratas — com El-Sayed e tem três eventos agendados para sexta-feira na região de Detroit.
Como seria expectável, a disputa para o Senado está bastante equilibrada no Michigan, um estado onde os atos eleitorais (tanto para o Congresso como para a Presidência) se decidem habitualmente por margens curtas. Segundo o site especializado 270towin, que faz uma média das várias sondagens, El-Sayed lidera com 47,8% das intenções de voto, apenas mais quatro pontos percentuais em relação ao republicano Mike Rogers.
Considerado um cenário irrealista até há poucos meses, a possibilidade de o Partido Democrata vir a controlar o Senado na sequência das próximas eleições intercalares tem ganhado força, com a subida de vários candidatos democratas nas intenções de voto, mesmo em estados tradicionalmente republicanos.
EUA. Democratas ganham força em estados republicanos e controlo do Senado está mais próximo
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]