O primeiro encontro em 2019/20 entre Barcelona e Atl. Madrid, no Wanda Metropolitano, teve João Félix como titular e Messi a decidir. O último jogo entre ambos, em Camp Nou, teve João Félix como suplente utilizado a entrar a meio da segunda parte e Messi a fazer o possível e o impossível para evitar o empate que praticamente sentenciou a Liga espanhola. Pelo meio, em janeiro, na Arábia Saudita, houve a meia-final do novo formato da Supertaça com triunfo dos colchoneros e um momento mais quente pouco antes do intervalo, com o português a responder a uma provocação de Jordi Alba na área, os jogadores a juntarem-se, o árbitro a enviar as duas equipas para o balneário e o argentino a ter um momento mais tenso com o jovem jogador do conjunto de Madrid. Esta sexta-feira sabe-se que esse duelo entre rivais poderia passar a amizade entre companheiros.

De acordo com edição em papel da Marca, o Barcelona apresentou uma inusitada proposta ao Atl. Madrid ainda antes da Final Eight da Liga dos Campeões e do descalabro com a pior derrota europeia de sempre dos catalães nos quartos da competição (8-2): “devolver” Antoine Griezmann apenas um ano depois de ter pago os 120 milhões da cláusula do francês e receber como moeda de troca João Félix já a preparar aquilo que é definido como “Mexit” – que se pensava que poderia acontecer de 2021 para a frente e não este verão, como na realidade se está a passar.

Segundo a publicação, esta seria mais uma mudança numa política errática onde todas as premissas económicas imperavam em relação às desportivas: como 81% das receitas operacionais são absorvidas pelos 562 milhões de euros de salários que o clube tem atualmente, e como a intenção passa por reduzir os vencimentos para apenas 320 milhões, o Barcelona estava disposto a libertar o avançado campeão mundial de seleções por receber 21 milhões num contrato progressivo de cinco anos onde começava nos 18 milhões e recebia um jogador de enorme potencial que cobrou “somente” 3,5 milhões de euros na primeira temporada (valor que vai agora subir).

Ao ouvir a proposta, Miguel Angel Gil Marín, um dos principais entusiastas no investimento de 126 milhões de euros no jovem jogador formado pelo Benfica, respondeu com um perentório “não” mas abriu a porta a uma outra solução alternativa: acertar os salários do plantel, ponderar as saídas de jogadores de Diego Costa ou Lemar, e, se houvesse margem, receber de novo Griezmann. Também a isso Josep Maria Bartomeu, presidente do Barcelona que apresentou a proposta inicial, respondeu de forma negativa. E, já com Ronald Koeman confirmado no lugar de Quique Setién, colocou o francês como um dos oito jogadores inegociáveis do plantel, a par de Ter Stegen, Nelson Semedo, Lenglet, Frenkie de Jong, Ansu Fati, Dembelé e Messi. “Fazias muito no Atl. Madrid e vai fazer muito no Barcelona”, comunicou o holandês ao jogador numa chamada telefónica realizada esta semana.

Ao Mundo Deportivo, fonte do Barcelona negou que tivessem sido os catalães a proporem qualquer tipo de acordo ou troca com o Atl. Madrid e avançam mesmo com outra versão: terão sido os colchoneros a abordarem a questão de um possível regresso de Griezmann ao Wanda Metropolitano, tendo o clube da capital colocado alguns nomes como possíveis moedas de troca mas onde não se encontrava o português João Félix.