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Não interessa se é o António, o Manel ou o Joaquim desde que esteja o Pepe (a crónica do Tondela-FC Porto)

FC Porto entrou com um ataque novo, dominou (e controlou) do início ao fim e abriu o caminho da vitória com uma grande assistência de Pepe, o capitão para quem descanso é ganhar o próximo jogo (0-2).

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Pepe conseguiu fazer a primeira assistência da temporada, com um grande passe para Toni Martínez inaugurar o marcador

Octavio Passos

Pepe conseguiu fazer a primeira assistência da temporada, com um grande passe para Toni Martínez inaugurar o marcador

Octavio Passos

“No FC Porto não se reclama vitórias morais, que não existem, mas também não se esconde a frustração causada por jogos como frente ao Chelsea: os campeões de Portugal foram quase sempre superiores, atacaram mais e remataram o dobro das vezes do adversário, mas foram claramente inferiores na eficácia e perderam por 2-0”. A newsletter Dragões Diário resumia desta forma na quinta-feira a derrota na primeira mão da Liga dos Campeões, fazendo uma linha de separação entre os elogios transversais na imprensa internacional à exibição e o resultado final. E era também assim que dava o mote para a deslocação a Tondela, com um número que diz tudo sobre a filosofia azul e branca após uma derrota europeia desde que chegou ao Dragão: 100% de vitórias.

FC Porto vence Tondela com golos de Toni Martínez e Taremi e fica à condição a cinco pontos do Sporting

Em 2017/18, as três derrotas na Champions transformaram-se em três vitórias nas jornadas seguintes na Liga ou na Taça de Portugal e com um saldo de 13-2 em golos. A partir dessa primeira temporada, que quebrou o jejum de títulos dos dragões, em dez desaires seguiram-se outras tantas vitórias, com um total de 22 golos marcados e nenhum sofrido, perfazendo uma média de 2,7 golos marcados e 0,15 consentidos em 13 partidas. Seguia-se mais um desafio a essa regra instituída na era Sérgio Conceição, num contexto muito particular da época.

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“Alguns jogadores chegaram às 04h da manhã a casa e agora vamos de viagem para Tondela. É a dificuldade que sabíamos de antemão. Podíamos acabar o Campeonato três ou quatro dias depois do dia 19 de maio. Muitos podiam não acreditar que uma equipa portuguesa estaria numa fase tão adiantada das competições europeias. Há uma calendarização apertada, pouco tempo de recuperação. É um contexto difícil, mas temos de arranjar soluções para essas dificuldades”, destacara o técnico, recordando o regresso de madrugada de Sevilha e o jogo frente ao conjunto beirão. “Esperamos essas dificuldades próprias de equipas que são bem orientadas, que têm um plantel com qualidade individual. O Tondela, em casa, tem feito um Campeonato muito bom, até acima da média, mas vamos de certeza dar uma boa resposta, dentro de um cenário que é difícil, não só pela equipa qualidade do Tondela mas também pelas 60 e poucas horas de diferença para o último jogo”, acrescentou.

“Este é um jogo importante. À medida que caminhamos para o final do Campeonato os jogos, que são importantes desde início, ganham outro peso. Há menos tempo para recuperar, temos uma desvantagem de oito pontos para o líder e temos de olhar para as equipas que vêm atrás de nós. Esta é uma final. É um jogo no qual temos de dar uma resposta positiva, independentemente do contexto difícil que vamos encontrar. Essa gestão e mentalidade têm de estar presentes. Estamos a pouco mais de um mês do fim do Campeonato e os jogos, por isso, ganham um peso maior. Estamos no meio de uma eliminatória da Champions, onde o lado mais emocional tem de ser gerido. Temos de ter uma mentalidade muito forte. O jogo em Tondela é a nossa Champions mas não podemos apagar o que vem a seguir. É no meio disto que preparámos o jogo da melhor maneira”, reforçara.

Para isso, e entre elogios à “dor de cabeça” criada por Grujic após a exibição em Sevilha e já com Sérgio Oliveira disponível, era no ataque que se centravam também as atenções dos azuis e brancos numa fase de menor fulgor dos avançados habitualmente titulares, sobretudo Taremi. “Os jogadores passam por períodos bons e menos bons durante a época. Para mim o importante é que os jogadores que entram em campo façam o que lhes é pedido, depois se não é Taremi, é o António, o Manel ou o Joaquim a fazer golo e ser decisivo no jogo, desde que o ganhe não há problema. Dou tanta responsabilidade ao avançado de marcar como dou de pressionar na nossa pressão mais alta em termos defensivos. Dou tanta importância a um jogador que faz uma assistência como ao jogador que faz golo, mas também dou ao jogador que recuperou a bola para estarmos em momento ofensivo que permite fazer assistência e golo. É um trabalho coletivo e eu meto o trabalho coletivo acima de tudo. Agora, não podemos fugir àquela máxima de que os avançados vivem de golos, para mim são tangas”, frisara.

Era precisamente no ataque que estavam as principais surpresas de Sérgio Conceição, lançando apenas pela segunda vez na Liga a dupla Toni Martínez-Evanilson (poupando assim Marega, Taremi e Luis Díaz, além do central Mbemba). E o avançado espanhol, que tinha decidido no quinto e último minuto de descontos a vitória com o Santa Clara, voltou a marcar pela segunda jornada consecutiva. No entanto, foi no coletivo que os dragões dominaram por completo a partida. E agarrando nas palavras do técnico portista, não interessa se joga o António, o Manel ou o Joaquim desde que a equipa tenha Pepe que, aos 38 anos, continua a ser um exemplo em tudo para a equipa, para o clube e para o futebol com esse bónus de ter feito a primeira assistência da época. Para o capitão, o verdadeiro descanso é ganhar o jogo que se segue. E foi isso que voltou a acontecer pela voz de liderança, pelo posicionamento, pela inteligência e pela capacidade de entrega que se alarga depois à equipa.

Ficha de jogo

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Tondela-FC Porto, 0-2

26.ª jornada da Primeira Liga

Estádio João Cardoso, em Tondela

Árbitro: Fábio Veríssimo (AF Leiria)

Tondela: Trigueira; Bebeto (Arcanjo, 78′), Medioub, Ricardo Alves, Filipe Ferreira; Jaume Grau (Murillo, 67′), João Pedro, Olabe (Jaquité, 67′); Salvador Agra (Enzo Martínez, 83′), Rafael Barbosa (Souley, 78′) e Mario González

Suplentes não utilizados: Niasse, Tiago Almeida, Yohan Tavares e Pedro Augusto

Treinador: Paco Ayestarán

FC Porto: Marchesín; Wilson Manafá, Pepe, Diogo Leite, Zaidu; Grujic, Uribe (Sérgio Oliveira, 67′); Corona (Francisco Conceição, 85′), Otávio (Fábio Vieira, 85′); Toni Martinez (Luis Díaz, 67′) e Evanilson (Taremi, 73′)

Suplentes não utilizados: Cláudio Ramos, Mbemba, Nanu e Marega

Treinador: Sérgio Conceição

Golos: Toni Martínez (19′) e Taremi (83′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Jaume Grau (39′), Medioub (48′) e Bebeto (58′)

O encontro não teve um início muito intenso ou rápido mas o FC Porto teve o mérito de colocar o rumo do jogo para o seu lado, controlando por completo com e sem bola e secando por completo as hipóteses de saída dos beirões que nesse arranque de partida não tiveram uma única saída que chegasse ao último terço. Grujic, na sequência de um livre lateral marcado por Otávio na esquerda, deixou o primeiro aviso num cabeceamento que saiu fraco e à figura de Pedro Trigueira (5′) antes de uma grande jogada de Corona pela esquerda, para onde já tinha ido em troca com Otávio, com assistência para o remate de Evanilson às malhas laterais (14′). A pressão dos dragões começava a acentuar-se e o primeiro golo chegou de forma quase natural, com Pepe a explorar a profundidade com um passe nas costas da defesa do Tondela que encontrou Toni Martínez a receber de forma orientada com o peito e a preparar o remate cruzado de pé direito sem hipóteses para Pedro Trigueira (19′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Tondela-FC Porto em vídeo]

Sem necessidade de acelerar ou promover grande desgaste na reação à perda, os azuis e brancos controlavam e foi nesse registo que se atingiu o intervalo, havendo pelo meio uma grande combinação entre Toni Martínez e Corona que por pouco não permitiu ao mexicano aumentar o marcador (25′) e o primeiro remate com algum perigo do Tondela, numa meia distância de Jaume Grau para defesa para a frente de Marchesín, que optou por não facilitar com a bola escorregadia (40′). Nem tudo estava a ser conseguido em termos ofensivos apesar das constantes mudanças de flanco entre Corona e Otávio, nem sempre o envolvimento dos laterais foi o melhor mas o FC Porto, com quase 70% de posse, dominava e controlava a vantagem com os ritmos que mais queria.

Sem substituições ao intervalo, o FC Porto começou a segunda parte com mais uma boa oportunidade após um livre lateral na direita do ataque, com Evanilson a desviar de cabeça ao primeiro poste para defesa atenta de Pedro Trigueira (47′), mas foi depois deixando que o encontro caísse numa toada mais favorável ao Tondela, não só pela incapacidade de pressionar com um maior critério em zonas mais adiantadas mas também pelos espaços que foi deixando para os visitados terem outra capacidade na primeira fase de construção – sem que isso depois se traduzisse em oportunidades, porque o máximo que os beirões conseguiram foi um livre em zona perigosa que ficou na barreira e um par de cruzamentos com os defesas portistas ou Marchesín a dominarem. De forma inevitável, o encontro só poderia mexer com as substituições e foi isso que começou a acontecer.

Sérgio Conceição refrescou o meio-campo com a troca de Uribe por Sérgio Oliveira e deu mais velocidade e ainda largura ao jogo ofensivo tirando Toni Martínez e lançando Luis Díaz. Paco Ayestarán respondeu com o reforço da capacidade física do meio-campo com Jaquité no lugar de Jaume Grau e arriscou com mais uma unidade na frente trocando Olabe por Murillo. Os dados estavam lançados, com Corona a aproveitar um lance de perigo na área do Tondela para rematar em boa posição mas por cima da baliza de Trigueira (73′) antes das aproximações do Tondela por Murillo que falhavam sempre no último passe mas que deram o mote para uma tentativa de reação que caiu de vez com o segundo golo do FC Porto, numa grande jogada entre Wilson Manafá e Otávio na direita para cruzamento do brasileiro ao segundo poste e o golo na recarga de Taremi (83′).

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