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Depois de uma entrevista à Oprah Winfrey onde tanto Harry como Meghan expuseram como era viver no seio da família britânica, e em que a atriz disse mesmo ter-se sentido vítima de racismo, Harry não se remeteu ao silêncio. E numa nova entrevista volta a descrever como era a sua vida antes de ir viver, primeiro para o Canadá e, depois, para os Estados Unidos.

Entrevistado por Dax Shepard, para o Armchair Expert, Harry foi convidado a falar do projeto produzido por Oprah que irá focar-se na saúde mental de alguns famosos, entre eles o próprio Harry. Shepard não hesitou perguntar-lhe como era viver a vida num “grupo tão reduzido de pessoas a ser observado pelo mundo inteiro”. E a resposta de Harry não deixou de causar surpresa:

“É uma mistura entre o Truman Show e estar num zoológico”, descreveu, referindo-se ao filme de 1988, The Truman Show, protagonizado por Jim Carrey, que retrata a história de um homem que vive dentro de um programa de televisão sem saber e que, quando o descobre, luta contra todos para sair dele.

“O mais difícil para mim é que ao nascer assim, herdam-se os riscos e todos os elementos, sem capacidade de decisão”, disse, repetindo o que já tinha contado a Oprah.

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O entrevistador, segundo El Pais, pergunta-lhe então se se sentia dentro de uma jaula. “É trabalho, certo? Sorri, espera. Aguenta ”, respondeu. “Eu tinha vinte e poucos anos e pensava: ‘não quero este trabalho, não quero estar aqui, não quero fazer isto’. Olha o que eles fizeram com minha mãe, como vou estabelecer-me, ter uma mulher, uma família, quando eu sei que vai acontecer outra vez?”. Para depois confirmar que recusava integrar este “modelo de negócio”.

Por outro lado, lembrou Henry, o próprio escrutínio e perseguição por parte dos meios de comunicação social faziam-no pensar ser propriedade “deles”. Nas suas palavras, tudo aquilo foi um projeto que só gera “dor” e não “soluções”. Todos estes sentimentos, afirmou, ganharam força quando a Meghan Marke “entrou” na sua vida e o ajudou a libertar-se dessa “bolha”.

Paralelamente a “terapia psicológica” fê-lo olhar para a vida que tinha de forma diferente. “Tirei a cabeça da areia, sacudi-a e disse a mim próprio: ‘stás numa posição privilegiada, para de reclamar e para de pensar que queres fazer alguma coisa diferente: faz diferente, porque podes!”. Para essa nova forma de estar também contribuiu a mãe Diana, que ele queria “deixar orgulhosa”.