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Meghan viu a sua saúde mental em risco, enquanto a família questionava "quão escuro seria Archie". As 12 revelações na entrevista a Oprah /premium

Meghan diz que lhe foi negado apoio psicológico, que família real falava sobre tom da pele de Archie; Harry que tenta reatar relação com o pai, que o desapontou. Estas e outras confissões dos Sussex.

Foram duas horas de entrevista, durante as quais Harry e Meghan expuseram de forma inédita os últimos três anos e meio — do noivado, no final de 2017, ao Megxit, que se consolidou em definitivo há poucas semanas. Se, por um lado, o casal quis repor a sua versão de alguns factos (o arrufo entre Meghan e Kate antes do casamento real, por exemplo), foram as revelações chocantes que caíram como bombas de ambos os lados do Atlântico.

Os pensamentos suicidas de Meghan Markle durante a gravidez, as conversas no seio da família sobre “quão escura” seria a pele de Archie e o desapontamento de Harry face a um pai que, simplesmente, deixou de lhe atender o telefone. Além de legitimar a retirada para os Estados Unidos, as confissões deixam  a descoberto um lado perverso da vida no palácio, que ainda assim não atinge a rainha: separada de tudo o resto e tida como ente respeitável e afetuoso.

A conversa foi pesada e emocionada, mas também abriu espaço para anúncios felizes: os Sussex vão ser pais de uma menina e, ao que parece, tencionam ficar por aqui. Justificaram-se decisões, esclareceram-se mal-entendidos e acertaram-se contas com um passado recente. A imparcialidade foi a possível quando na cadeira da entrevistadora se senta uma das amigas mais próximas: Oprah Winfrey.

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A entrevista não foi filmada na casa dos duques de Sussex — Montecito, em Los Angeles — como inicialmente se pensou. De acordo com o Mirror, a conversa intimista com Winfrey aconteceu na mansão da apresentadora Gayle King, também ela próxima de Meghan e de Oprah, além de uma das caras da CBS, uma vez que é um dos rostos do programa da manhã, o “This Morning”. “Eles gravaram na casa de um amigo. As pessoas disseram que foi na casa da Oprah ou a casa do Harry e da Meghan, foi na casa de um amigo”, admitiu a apresentadora no início da semana.

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Outra das notícias que antecipou a entrevista foi a de que Harry e William se irão juntar em Londres no próximo verão. O duque de Sussex estará ao lado do irmão para, a 1 de julho, o dia em que Diana faria 60 anos, ambos inaugurarem uma estátua da princesa no Palácio de Kensington, segundo adianta o Daily Mail. O mesmo jornal afirma ainda que, com a entrevista a Oprah, o casal dirá as suas últimas palavras sobre a família real.

Na manhã desta segunda-feira, a apresentadora promete comentar e revelar novos trechos inéditos da conversa. À noite, a entrevista é transmitida na íntegra em solo britânico. Não existe, no  momento, qual previsão de transmissão em Portugal.

Meghan: “Nunca pesquisei sobre o meu marido online”

Meghan afirmou nunca ter procurado informação sobre Harry online, antes do casamento. “Entrei nisto inocentemente”, referiu. A razão pela qual nunca procurou saber mais sobre o príncipe, defendeu, foi porque Harry sempre lhe disse tudo o que queria saber. Ao mesmo tempo,disse  Markle a importância de nunca ter feito essa pesquisa — tê-la-á ajudado a acalmar os nervos antes de conhecer a rainha e outros membros da família real.

Meghan: “Conhecer a rainha não foi motivo de grande ansiedade”

Sobre o momento em que conheceu Isabel II, Meghan revelou que a ocasião não foi motivo de grande ansiedade. Quando estava a caminho do encontro, segundo relatou, Harry apenas lhe terá perguntado: “Sabes fazer uma vénia?”. A pergunta voltar-lhe-ia a ser feita, desta vez por Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe André. Chegado o momento, relatou que o gesto poderá ter sido um pouco exagerado.

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Meghan terá ficado espantada com a formalidade dos contactos, mesmo dentro da família. Ainda assim, o balanço foi, na altura, positivo. “Foi adorável e fácil. Ainda bem que não sabia assim tanto sobre a família, de certeza que teria pensado muito mais no assunto”, respondeu. Markle frisou ainda o facto de ter crescido em Los Angeles, habituada a ver celebridades na rua — mas “aquilo era todo um outro mundo”.

Houve um casamento secreto, três dias antes

A duquesa de Sussex revelou que casou com Harry numa cerimónia secreta, três dias antes da imponente celebração na Capela de São Jorge, em Windsor, seguida por milhões. “O espetáculo foi para o mundo, mas quisemos que a união fosse para nós”, revelou. Sem família, apenas com o Arcebispo da Cantuária, que também conduziu a cerimónia do dia 19 de maio de 2018. Markle partilhou ainda que o certificado que mantêm em casa data de 16 de maio.

Kate fez Meghan chorar após incidente com vestido (e não o contrário)

Após vários rumores de que Meghan teria feito Kate ir às lágrimas durante os dias que antecederam o casamento, a duquesa de Sussex garantiu que foi ao contrário. Questionada por Oprah sobre o episódio que encheu as páginas dos tabloides britânicos, Markle admitiu que foi a cunhada a fazê-la chorar por causa dos vestidos das damas de honor, acrescentando ainda que Middleton acabou por lhe pedir desculpa e por enviar flores e um cartão.

O casamento dos Sussex, a 19 de maio de 2018

AFP/Getty Images

“Não conto isto para denegrir ninguém, foi uma semana muito difícil na preparação do casamento. Ela ficou chateada com alguma coisa, mas assumiu-o e pediu desculpa”, contou. Meghan frisou, no entanto, que todos os membros da família real sabiam do que realmente tinha acontecido, mas que nenhum quis contar a verdade. “Novamente, pareceu mesmo que eles queriam a narrativa do herói e do vilão”, adicionou.

Meghan: “Não me podia ter sentido mais sozinha”

A duquesa de Sussex considera hoje ter sido silenciada durante o tempo em que viveu entre a realeza britânica. Em resposta a Winfrey, Markle admitiu ter pensado que, enquanto se remetesse ao silêncio sobre a sua própria vida, teria em troca a proteção do clã. Tal não aconteceu e mais tarde no curso da entrevista, chegou mesmo a confessar que ter confiado na estrutura é o seu maior arrependimento. Assinalou, contudo, que é preciso distinguir alguns membros da família dos responsáveis pela administração da Casa Real. Meghan admitiu que a rainha sempre foi amável e que chegou mesmo a partilhar uma manta com ela durante a sua primeira digressão com a imprensa.

“Nada é o que parece”, revelou ainda, ao comparar o isolamento a que ficou votada na época ao atual confinamento por causa da pandemia.

As discussões sobre “quão escura” seria a pele de Archie

“Enquanto estive grávida, assistimos a conversas sobre ele não vir a ter segurança, sobre o facto de não receber um título e ainda sobre quão escura a pele dele podia ser quando nascesse, tudo ao mesmo tempo”, recordou Markle. Surpreendida, Winfrey perguntou prontamente de quem tinham vindo essas conversas, mas Meghan acabou por não responder concretamente, alegando que poderia prejudicar muito as pessoas em questão. Segundo deu ainda a entender, conversas como estas não eram tidas à sua frente, embora lhe chegassem aos ouvidos através do marido.

“Demasiado escuro” seria um problema? — antecipou Oprah. “Se foi essa a conclusão que tiraste, chegaste lá”, respondeu Meghan. “Mas isso chegava até mim através do Harry, foram conversas que a família teve com ele. Era muito difícil ouvir isto e achar que eram conversas isoladas”, prosseguiu.

Archie ao colo da mãe, durante a visita dos Sussex a África, em outubro de 2019

WireImage

Enquanto esteve grávida de Archie, Meghan contou ter recebido ainda a notícia que de o filho não teria o título de príncipe nem direito a segurança. Falou ainda da dor que lhe causou “a ideia do primeiro membro de cor da família real não vir a ter título”. Mais do que o título, Meghan referiu que a sua principal preocupação sempre foi garantir a segurança do filho, sobretudo num contexto de uma relação tensa com os tabloides como a dela.

Meghan: “Simplesmente já não queria viver”

Num momento de grande tensão durante a entrevista, Markle admitiu ter pensado frequentemente em suicídio durante o tempo que viveu com a família real, mais precisamente aos cinco meses de gravidez, entre o final de 2018 e o início de 2019. “Era tudo muito claro, real e assustador”, referiu.

“Lembro-me de como [o Harry] simplesmente me embalou […] Eu disse que nunca me tinha sentido assim e que precisava de ir para algum lado. Disseram-me que não podia, que não seria bom para a instituição”, relatou.

Foi após lhe ter sido negada ajuda médica, temendo o estrago na imagem da monarquia, que, segundo relevou, procurou a ajuda de uma das melhores amigas da princesa Diana. Ainda assim, os pensamentos suicidas persistiram, até ter atingido aquilo a que chamou de ponto de rutura. Simultaneamente, disse ter-se sentido presa, já que carta de condução, passaporte e cartões de crédito lhe haviam sido retirados após o casamento.

Meghan focou ainda um evento no Royal Robert Hall, em janeiro de 2019, como um momento de viragem. “Meu Deus, vocês estão maravilhosos”, disse-lhe um amigo, depois de ver uma das fotografias dessa noite. “Fiz zoom na imagem e o que vi foi o que realmente estava a acontecer naquele momento, porque nesse mesmo dia, antes de sairmos de casa, eu tinha tido uma conversa com o Harry”, contou.

Harry e Meghan durante o espetáculo no Royal Albert Hall, em janeiro de 2019

Getty Images

Meghan começou por sugerir que ficassem ambos em casa, mas acabou por acompanhar o marido porque não queria ficar sozinha. “Fomos. Mas naquela foto, se a aumentares, vais ver o quão apertados estão os nós dos dedos dele a segurar-me. Estávamos a sorrir e a fazer o nosso trabalho, mas na realidade estávamos só a tentar aguentar”.

“Cada vez que as luzes se apagavam no camarote real, eu chorava. Ele segurava-me na mão: ‘Ok, está a chegar o intervalo, as luzes vão acender e vão voltar todos a olhar para nós… tens de voltar a estar pronta’. Não fazes ideia do que acontece com alguém quando não estás a ver. Não fazes ideia. Mesmo as pessoas que mais sorriem e brilham”.

Harry e Meghan vão ser pais de uma menina

Enquanto falava sobre a nova vida da família Sussex na Califórnia, Meghan revelou que o bebé que esperam é uma menina, embora não tenha referido qual será o nome. “O que mais poderíamos pedir?”, exclamou Harry, que se juntou à conversa na segunda parte da entrevista. O casal tornou pública a gravidez há menos de um mês, no Dia dos Namorados, depois de, no final do ano passado, Markle ter falado publicamente de um aborto espontâneo sofrido no último verão.

O nascimento está previsto para o próximo verão. Questionados sobre se a família poderá vir a aumentar mais — serão seis, a contar com os dois cães –, os Sussex pareceram satisfeitos com a ideia de ficarem por aqui.

Harry: “Nunca apanhei a minha avó de surpresa, tenho demasiado respeito por ela”

Também o príncipe partilhou a angústia que sentiu ao ver a forma como a mulher estava a ser tratada, numa inevitável ligação à história da mãe. Segundo Harry, a situação escalou, sobretudo devido a tensões raciais e às redes sociais. Por sua vez, o neto da rainha continuou a procurar ajuda, tendo decidido afastar-se definitivamente da família no momento em que percebeu que a ajuda não viria. A certa altura, segundo revelou, até o pai deixou de lhe atender o telefone.

Vários membros da família real ao lado da rainha na varanda do Palácio de Buckingham, no verão de 2018

STR/EPA

“Nunca apanhei a minha avó de surpresa, tenho demasiado respeito por ela”, assinalou o duque de Sussex, que assegurou também que a rainha esteve entre os membros da família com quem discutiu continuamente essa possibilidade. Falou em demoradas conversas com Meghan até chegarem à decisão de recuarem como membros seniores da família real, uma forma que encontraram de fugir à pressão dos tabloides.

Questionado por Oprah, de forma direta, sobre o porquê de terem deixado de ser membros seniores da família real, o príncipe respondeu: “Falta de apoio. Falta de compreensão”.

Harry: “O meu pai e o meu irmão, eles estão presos”

Segundo revelou Harry, a visita do casal à Austrália, em outubro de 2018, foi um ponto de viragem na relação com a família real, apontando os ciúmes do clã face a forma natural como Meghan criava ligações com as pessoas e dentro da própria Commonwealth. Um sentimento outrora descrito por Diana na polémica entrevista de 1995 à BBC.

Sobre este aspeto, Meghan afirmou não ter recebido qualquer formação na área. Em vez disso, a duquesa recordou que ficava acordada até tarde a procurar informação online sobre os protocolos para evitar constrangimentos. “Só queria que se orgulhassem de mim”, rematou.

Markle referiu ainda não ter quaisquer planos de abandonar a monarquia quando começou a namorar com o príncipe. Por sua vez, Harry garantiu que não teria deixado a realeza se não fosse por Meghan. Contudo, ressalvou que a sua relação com a atriz lhe abriu os olhos e o fez ver o quão preso estava. “O meu pai e o meu irmão, eles estão presos e não podem sair. Tenho imensa pena disso”, adicionou.

Harry está desapontado com o pai

Sobre o pai, em particular, Harry revelou ter-se sentido “bastante desapontado”. “Vou sempre amá-lo, mas ao mesmo tempo há muita mágoa. Mas tentar recuperar esta relação vai continuar a ser uma das minhas prioridades”, concluiu. Quanto a William, Harry reiterou um amor incondicional, embora, tal como já havia dito no passado: “Ele é meu irmão, já passámos por muito juntos e temos uma vivência em comum, mas estamos em caminhos diferentes”.

Harry esclareceu ainda que não tinha planeado assinar contratos com a Netflix e o Spotify e justificou a decisão com o facto da família real “literalmente ter cortado o financiamento” no primeiro trimestre de 2020. Sobre as acusações de serem “movidos pelo dinheiro”, o príncipe afirmou que “essa nunca foi a intenção”. “A meu ver, só preciso de dinheiro suficiente para pagar a segurança e manter a minha família protegida”.

Harry com três anos, ao colo da princesa Diana, em junho de 1988

Tim Graham Photo Library via Get

Questionado por Winfrey sobre como Diana reagiria a toda a situação, o príncipe respondeu: “Acho que ela estaria muito zangada com o resultado disto, e muito triste também”. “Sinto-me aliviado e feliz por estar aqui sentado a conversar contigo, com a minha mulher ao lado, porque não consigo imaginar como deve ter sido para ela passar por este processo sozinha. Tem sido incrivelmente difícil para nós, mas ao menos temo-nos um ao outro”, prosseguiu.

Harry garantiu ainda manter uma “boa relação” com o resto da família, acrescentando que estão a falar mais este ano do que tinham falado em “muitos, muitos anos”. Ambos reiteraram que não abandonaram a família e que, caso tivessem tido apoio, teriam continuado como membros ativos da família real.

“Fizemos o que tínhamos de fazer”

A frase fechou a entrevista a Oprah Winfrey, mas não sem antes ambos se terem mostrado satisfeitos com a vida que construíram do outro lado do Atlântico. Para Harry, a relação com Meghan foi a sua tábua de salvação, enquanto ela revelou estar em desacordo: disse que a decisão do marido acabou por salvar toda a família. “Fizemos o que tínhamos de fazer”, concluiu o príncipe.

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