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Foram duas horas de entrevista, durante as quais Harry e Meghan expuseram de forma inédita os últimos três anos e meio — do noivado, no final de 2017, ao Megxit, que se consolidou em definitivo há poucas semanas. Se, por um lado, o casal quis repor a sua versão de alguns factos (o arrufo entre Meghan e Kate antes do casamento real, por exemplo), foram as revelações chocantes que caíram como bombas de ambos os lados do Atlântico.

Os pensamentos suicidas de Meghan Markle durante a gravidez, as conversas no seio da família sobre “quão escura” seria a pele de Archie e o desapontamento de Harry face a um pai que, simplesmente, deixou de lhe atender o telefone. Além de legitimar a retirada para os Estados Unidos, as confissões deixam  a descoberto um lado perverso da vida no palácio, que ainda assim não atinge a rainha: separada de tudo o resto e tida como ente respeitável e afetuoso.

A conversa foi pesada e emocionada, mas também abriu espaço para anúncios felizes: os Sussex vão ser pais de uma menina e, ao que parece, tencionam ficar por aqui. Justificaram-se decisões, esclareceram-se mal-entendidos e acertaram-se contas com um passado recente. A imparcialidade foi a possível quando na cadeira da entrevistadora se senta uma das amigas mais próximas: Oprah Winfrey.

Traição, pedofilia e o falso conto de fadas. As entrevistas que abalaram a monarquia britânica

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