Elvis Presley estava fortemente medicado para controlar uma série de problemas congénitos na altura em que morreu — e foi por causa dessas doenças que perdeu a vida. A teoria surge numa biografia sobre o cantor escrita por Sally Hoede. A autora afirma que a estrela do rock and roll estava “destinada a morrer” porque tinha herdado do lado materno várias doenças genéticas com uma origem: os avós de Elvis eram primos diretos.

Na entrevista de Sally Hoede ao Observer, noticiada este domingo pelo The Guardian, a escritora revelou que três tios de Elvis Presley morreram ainda jovens e que mãe do cantor, Gladys, perdeu a vida aos 46 anos — quatro anos mais velha que a idade do artista na altura em que morreu. “Eles tiveram um período semelhante de saúde degenerativa de quatro anos, e é interessante porque ela não tomou a mesma medicação”, referiu.

Sally Hoede começou a estudar o histórico clínico de Elvis Presley porque pretende limpar a imagem do artista, cuja causa da morte tem sido associada a uma overdose medicamentosa. “Isso não é suficiente para um homem que mudou culturalmente o nosso universo. Não é exato e não é suficiente. Elvis era um homem doente que escondia muitas das suas fraquezas para encher salas de concertos e sustentar a sua família. Ao examinar as suas falhas e problemas de saúde, talvez possamos começar a ver a sua humanidade novamente”, disse a escritora.

Um dos problemas de saúde que a investigadora detetou nos registos médicos de Elvis Presley foi uma deficiência de Alfa-1 antitripsina, um inibidor de enzimas que digerem proteínas no sangue e que é produzido principalmente pelo fígado. A falta deste inibidor pode resultar em problemas nos pulmões, fígado e cólon, assim como deficiências no sistema imunitário e problemas de insónias.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O médico de Elvis Presley, George “Nick” Nichopoulos, sempre esteve no centro das polémicas acerca da morte do cantor e tem sido acusado de prescrever demasiados medicamentos ao artista. Sally Hoede entende, no entanto, que a causa da morte de Elvis Presley não foi a medicação em excesso (que era um problema real), mas sim as doenças que elas procuravam retardar.

“O Doutor Nick é uma figura controversa. Pela minha investigação, ele estava sempre a tentar ajudar o Elvis, mas a linha entre o amigo e médico ficou confusa”, acredita Sally Hoedel. “Uma das razões pelas quais Elvis recorreu ao medicamento foi a dor. Ele tomava muito às vezes, mas estava a automedicar-se porque estava a tentar encontrar uma maneira de ser Elvis Presley”, concluiu a escritora.