Rui Vitória lamentou a derrota frente ao Benfica por 2-0 esta quarta-feira na 3ª. pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, assumindo que a qualificação se “tornou muito difícil”, mas garante que vai continuar “a disputar a eliminatória”. “Faltou maturidade e qualidade em certos momentos no jogo”, justificou.

Na conferência de imprensa após a partida, o treinador do Spartak de Moscovo reconheceu que se tratou de um “jogo difícil”. Na primeira parte, indicou “ter havido boas oportunidades” para ambas as equipas, mas que na segunda “houve um percalço” — o golo dos encarnados. “Deu mais tranquilidade ao Benfica e tirou-nos discernimento e lucidez. Os jogadores ficaram intranquilos”.

No entanto, o técnico da equipa russa diz que é “importante” para o Spartak de Moscovo jogar contra equipas mais fortes, como o Benfica, que é “uma equipa recheada de bons jogadores e experientes” e que já “assimilou o estilo de jogo desde o ano anterior”. “É um jogo que em que há uma realidade ligeiramente diferente àquela que existe no campeonato russo”, vinca.

Sobre a demissão do diretor desportivo Dmitri Popov que terá acontecido ao intervalo, Rui Vitória admitiu não estar saber o que se terá passado em detalhe, mas sublinha que é “fundamental que um clube da dimensão do Spartak de Moscovo consiga ter estabilidade”. “Quanto mais entradas e saídas houver, mais difícil fica para todos nós trabalhar.”

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Na origem desta demissão, estará o facto de o presidente do Spartak de Moscovo não querer reforçar a equipa neste mercado de transferências, tendo culminado com a não contratação de Gonzalo Montiel, que viria do River Plate. Questionado pela imprensa russa, Rui Vitória disse que se a equipa quer competir na Liga dos Campeões terá de ter alguns reforços. “É preciso mais qualquer coisa, é preciso qualidade para enfrentar adversários mais fortes”, sublinha, referindo que “uma coisa é competir no campeonato, outra é na Liga dos Campeões. É bem diferente”.

Rui Vitória aproveitou ainda para agradecer aos três mil adeptos do Spartak de Moscovo que estiveram nas bancadas pelo “apoio que deram”, apesar da derrota. “Quando a lotação estiver cheia, vai ser um inferno para outras equipas.”