A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, reconheceu esta quarta-feira, em Pinhel, no distrito da Guarda, que o setor do turismo tem “um papel fundamental ao nível da regeneração dos territórios”.

“O turismo é uma força de bem, é uma força para o bem. E, tem, naturalmente, uma responsabilidade imensa de projetar os territórios, mas também tem, sobretudo, uma responsabilidade de regenerar os territórios”, disse.

Rita Marques garantiu que são poucos os setores de atividade que contribuem para a coesão territorial como o turismo e reconheceu que o setor tem “um papel fundamental ao nível da regeneração dos territórios”.

A governante falava em Pinhel, onde assinalou o lançamento do concurso de concessão, no âmbito do programa Revive, para requalificação do edifício conhecido como Casa Grande, para fins turísticos.

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Referiu esta quarta-feira que o turismo assumiu a responsabilidade de encontrar um operador económico que possa fazer daquele edifício “um espaço de todos”.

“Esta é uma grande responsabilidade que assiste ao turismo. E, portanto, estamos aqui, de corpo e alma, a mostrar que somos capazes de regenerar territórios”, declarou.

No final da sessão, Rita Marques disse aos jornalistas que o concurso de concessão lançado esta quarta-feira para a requalificação da Casa Grande prevê o pagamento de uma renda e contempla o compromisso do investidor “em fazer os investimentos necessários para remodelar o espaço, requalificar o espaço e colocá-lo com a oferta turística pretendida”.

O presidente da Câmara de Pinhel, Rui Ventura, referiu que as suas expectativas em relação ao programa Revive são “muitas”, numa altura em que o concelho “está claramente numa trajetória ascendente no que diz respeito à atração de turistas e consequentemente à atração de investimentos na área do turismo”.

“O lançamento do Revive para a reabilitação da Casa Grande representa a esperança, por um lado, de recuperar um edifício emblemático e, por outro, de criar um tipo de oferta turística que ainda não temos e que será complementar aos vários projetos que foram surgindo ao longo dos últimos anos na cidade e no concelho”, admitiu.

Segundo o autarca, a Casa Grande, também conhecida por “Solar dos Condes de Pinhel”, que já acolheu os Paços do Concelho de Pinhel, é uma casa nobre barroca, que foi construída na primeira década do século XVIII junto à muralha.

O edifício, atualmente desocupado, que pertenceu à família Antas e Menezes, passou, posteriormente, para a família Noronha e Avilez, e, em finais do século XIX, foi vendido ao Conde de Pinhel.

O imóvel, que foi ocupado durante as Invasões Francesas, em 1810, tornou-se, no século XX, sede do Grémio da Lavoura e, nos anos 1973-1974 a cooperativa agrícola cedeu o espaço à Câmara Municipal de Pinhel.

A vice-presidente do Turismo de Portugal, Teresa Monteiro, também presente na sessão, lembrou que o programa Revive engloba, a nível nacional, um total de 52 imóveis.

O Revive é “um programa de sucesso”, disse, indicando que estão 25 imóveis colocados a concurso, 19 com contratos assinados e dois com recuperação concluída e exploração iniciada (Coudelaria de Alter do Chão e Convento de São Paulo, Elvas).

O Hotel de Turismo da Guarda também foi incluído no programa, mas os dois concursos ficaram desertos.

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços disse que o processo está a ser tratado com o presidente da Câmara e que em breve serão anunciadas novidades.

Rita Marques também se deslocou ao município de Figueira de Castelo Rodrigo, tendo visitado Barca d’Alva e a Aldeia Histórica de Castelo Rodrigo, onde participou na cerimónia da entrega do prémio “Best Tourism Villages UNWTO” à comunidade.