Os membros do grupo sul-coreano BTS irão cumprir o serviço militar obrigatório, anunciou a empresa que gere o principal representante do fenómeno musical K-Pop, encerrando um debate sobre se deveriam beneficiar ou não de uma isenção.

A empresa Big Hit Music disse que o membro mais velho do BTS, Jin, irá retirar no final do mês um pedido de adiamento do serviço militar e servir nas forças armadas da Coreia do Sul, tal como os outros seis elementos da banda.

Os membros do BTS estão “ansiosos para se reunir novamente como um grupo por volta de 2025, após o serviço” militar obrigatório, disse a empresa, num comunicado divulgado na segunda-feira.

Lee Ki Sik, comissário da Administração de Recursos Humanos Militares sul-coreano, disse aos deputados este mês que seria “desejável” que os elementos da banda cumprissem os seus deveres militares do país.

Tal como qualquer homem sul-coreano, os membros do BTS irão receber cinco semanas de formação de combate antes de serem designados para unidades e funções específicas, segundo disseram funcionários da Administração de Recursos Humanos Militares.

Os sul-coreanos, entre os 18 e os 28 anos, devem efetuar 21 meses de serviço militar, mas isenções especiais têm sido concedidas a atletas que se destacam em certas competições internacionais ou a artistas.

A banda, que tem cerca de 85 milhões de seguidores nas redes sociais — 20 milhões no Facebook e 65 milhões no Instagram — tinha anunciado em junho que os sete membros se iriam dedicar mais às suas carreiras a solo, após nove anos juntos. No sábado deram um concerto grátis em Bosan, de apoio à candidatura da cidade para realizar a Expo 2030.

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O BTS é uma das “boys band” mais ouvidas em todo o mundo, com uma grande base de fãs agrupada sob o emblema “BTS ARMY” (exército dos BTS, em tradução simples).

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Em maio, os membros da banda encontraram-se com o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na Casa Branca, em Washington, para abordar crimes de ódio contra a comunidade asiática no país e defender a diversidade.