Celso José da Costa venceu o prémio Leya 2022 com o livro A Arte de Driblar Destinos, foi esta quarta-feira anunciado. Concorreram no total 218 originais, oriundos de Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, Holanda, Inglaterra, Japão, Moçambique e Polónia.
A decisão, unânime, foi revelada por Manuel Alegre, presidente do júri formado pela escritora e poeta angolana Ana Paula Tavares, a jornalista, escritora e crítica literária portuguesa Isabel Lucas, o editor, jornalista e tradutor brasileiro Paulo Werneck, por Lourenço do Rosário, professor de Letras, fundador e antigo reitor da Universidade Politécnica de Maputo, José Carlos Seabra Pereira, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de Coimbra, e o poeta Nuno Júdice.
De acordo com a informação divulgada pelo grupo Leya, Celso José da Costa é brasileiro, nasceu no estado do Paraná em 1949, e é matemático, doutorado com uma tese sobre geometria diferencial. Sobre o livro A arte de driblar destinos, o júri descreve uma “saga familiar que reflete muito bem, com ritmo e vivacidade, o mundo social do interior do Brasil. O tema é o processo de educação de um jovem em contextos nem sempre fáceis, e joga entre o pícaro e o trágico, num equilíbrio que se mantém desde o início”. Entre o que o júri descreve como “qualidades” estão “a forma como se organiza a estrutura romanesca e a limpidez da narrativa que nos permitem seguir um mundo de estoreas que nos obrigam a seguir a leitura como se ouvíssemos a voz e as vozes que por ela perpassam”.
Com o valor de 50 mil euros, o Prémio LeYa é o maior prémio literário para romances inéditos em língua portuguesa. Ao longo dos seus 15 anos, o Prémio LeYa foi atribuído aos seguintes livros e autores:
- O Rastro do Jaguar, de Murilo Carvalho (2008)
- O Olho de Hertzog, de João Paulo Borges Coelho (2009)
- O Teu Rosto Será o Último, de João Ricardo Pedro (2011)
- Debaixo de Algum Céu, de Nuno Camarneiro (2012)
- Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade (2013)
- O Meu Irmão, de Afonso Reis Cabral (2014)
- O Coro dos Defuntos, de António Tavares (2015)
- Os Loucos da Rua Mazur, de João Pinto Coelho (2017)
- Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (2018)
- As Pessoas Invisíveis, de José Carlos Barros (2021)