A Benfica SAD anunciou esta segunda-feira que o novo empréstimo obrigacionista 2023-2026, que começou com um valor de 40 milhões de euros mas subiu depois para 50 milhões, teve 6.048 investidores e uma procura que superou largamente a oferta, num total de 2,42 vezes, acima do que acontecera em 2020. Segundo o comunicado enviado pela sociedade dos encarnados à CMVM, e dentro da procura que superou os 121 milhões de euros, houve uma redução de 56% em relação ao obrigacionista 2020-2023 que está em vigor. Ou seja, 27,86 milhões de euros entraram por troca com as obrigações que existiam.

SAD do Benfica lança novo empréstimo obrigacionista de 40 milhões

“O resultado alcançado é o maior de sempre em montante e número de subscritores. É uma prova inequívoca de confiança. Nunca sentimos nas emissões que fizemos no passado, e já são algumas, um impacto direto do sucesso desportivo. Não estou com isto a desvalorizar a importância dessa vertente mas ainda não conseguimos observar uma relação direta. Aliás, há investidores que não são benfiquistas, olham para estas operações de forma diferente, para lá do emocional”, explicou depois do anúncio dos resultados esta segunda-feira Domingos Soares de Oliveira, co-CEO da SAD dos encarnados.

“As SAD portuguesas têm uma dependência grande em relação a duas ou três fontes de receita, como os direitos televisivos, garantidos até 2026, e as receitas das competições europeias, que têm de ser garantidas todos os anos. Se essa fonte estiver menos disponível é motivo de preocupação. Há que ter uma estratégia comum que permita somar mais pontos para o ranking. Tendo garantido os valores mínimos da Champions a posição da SAD é mais confortável”, acrescentou ainda Soares de Oliveira.

“A situação atual é robusta do ponto de vista de capitais próprios. Tivemos dois exercícios negativos, muito devido a constrangimentos decorrentes da Covid-19, mas entendemos que a nossa situação permite encarar o futuro com confiança até pelo valor do nosso plantel, que tem vários jovens a emergir. Este valor visa repor a emissão que fizemos em 2020. Não olhem para esta quantia como o Benfica ter capacidade para não vender jogadores ou comprar mais reforços. O investimento que fazemos é aquele que a vertente desportiva entender que é necessário. A função dos responsáveis pela parte financeira é corresponder a essas necessidades. O Benfica tem necessidade de vender jogadores todos os anos, sem isso as receitas não são suficientes. Se queremos pagar salários ao nível europeu para concorrer com os outros lá fora há que ter mais qualquer coisa em termos de receitas. Queremos evitar que isso seja uma necessidade, ou seja, não termos a pressão de ter de ir ao mercado por uma questão de tesouraria”, concluiu.