O mais importante já estava feito, mas era preciso olhar para o futuro. Depois de vencer Estados Unidos e Brasil e garantir o apuramento para o main round do Campeonato do Mundo de andebol, Portugal não dependia do resultado contra a Noruega para seguir em frente — mas sabia que uma vitória contra os nórdicos significava passar para a próxima fase com mais pontos e numa situação mais favorável.

“É um jogo muito decisivo para nós, porque ganhando vamos numa posição muito favorável para o ‘main round’, onde podemos ambicionar o nosso objetivo de chegar aos quartos de final. Melhorámos no último jogo, temos dois jogos e duas vitórias, pelo que as coisas estão a correr bem. Estamos em boas condições para fazer uma boa partida contra a Noruega”, explicou o lateral do Sporting na antevisão da partida.

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Do outro lado, mais do que uma Noruega que já chegou a duas finais do Campeonato do Mundo, estava a seleção da casa. Em Oslo, na Telenor Arena, eram esperados cerca de onze mil adeptos — e não era preciso pensar muito para ter a certeza de que o apoio norueguês estaria em esmagadora maioria. A Noruega defrontava Portugal depois de uma surpreendente derrota contra o Brasil e uma vitória contra os Estados Unidos e, apesar de também já estar qualificada para o main round, precisava ainda mais de levar o máximo de pontos possível para a ronda seguinte.

Paulo Jorge Pereira lançava Gustavo Capdeville, Salvador Salvador, Iturriza, Pedro Portela, Diogo Branquinho, Luís Frade e Fábio Magalhães no sete inicial e ainda não contava com André Sousa, que só chegou à concentração este domingo para substituir Miguel Martins, que ficou de fora do Campeonato do Mundo depois de ter acusado doping. Na Noruega, destacava-se a titularidade de André Kristensen, guarda-redes do Sporting.

Portugal chegou ao final da primeira parte a vencer por um golo (14-13) e depois de uma meia-hora inicial de parada e resposta, sem que nenhuma das equipas assumisse verdadeiramente a superioridade durante longos períodos de tempo. André Kristensen era claramente o melhor elemento da Noruega, com várias defesas que não permitiram que a Seleção Nacional se distanciasse no marcador, e Pedro Portela fez história ao marcar o golo 500 por Portugal, entrando no top 3 de melhores marcadores de sempre.

Portugal reforçou a vantagem no início da segunda parte, mas a Noruega conseguiu colocar-se na frente do marcador nos primeiros minutos. A Seleção Nacional reagiu e beneficiou de um período de cinco minutos em que os noruegueses estiveram sem marcar e Salvador Salvador marcou três vezes consecutivas para recuperar a dianteira do resultado. Gustavo Capdeville correspondia com uma exibição monumental na baliza e Portugal acabou mesmo por conseguir derrotar a Noruega (31-28), terminando a fase inicial do Campeonato do Mundo com três vitórias em três jogos e quatro pontos.

Portugal vai agora integrar o Grupo III do main round, em conjunto com o Brasil, a Noruega e ainda os três primeiros classificados do Grupo F — Suécia, Espanha e também o vencedor do Japão-Chile da próxima segunda-feira, precisamente as três equipas que vai defrontar. As duas primeiras seleções seguem para os quartos de final do Campeonato do Mundo.