O Ministério do Trabalho espanhol vai reunir-se na quarta-feira com sindicatos e confederações patronais para fechar o dossiê do salário mínimo para 2025, que o Governo quer colocar nos 1.184 euros mensais. Seriam mais 50 euros, ou 4,4%, do que o valor de 2024, 1.134 euros.
Segundo o El Economista, os parceiros sociais colocaram outros valores em cima da mesa. As duas centrais sindicais, CCOO e a UGT, querem uma subida acima dos 5,8%, para colocar o salário mínimo nos 1.200 euros. Já a CEOE (a confederação espanhola das confederações empresariais) propôs um aumento de 3% para 1.168 euros, à luz do acordo de negociação coletiva 2023-2025 firmado com os sindicatos.
Mas, segundo o jornal, um novo acordo tripartido parece “difícil” nesta fase, dado que tanto o governo como os sindicatos consideram que a proposta dos empregadores é pouco ambiciosa e dificulta a meta de o salário mínimo atingir 60% do salário médio estabelecida da Carta Social Europeia.
Há urgência para resolver o tema, explica o jornal espanhol. E o Ministério de Yolanda Díaz quer fechar o tema rapidamente, já esta quarta-feira, depois de ter sido chumbado no Parlamento um decreto que prolongava por 2025 o salário mínimo de 2024.
Como foi rejeitado, o valor do salário mínimo regressou ao valor de 2023 (1.080 euros mensais), mas o Governo instruiu as empresas a não pagarem abaixo do montante de 2024 (1.134 euros). As empresas serão submetidas a fiscalização para garantir que o cumprem. O novo valor terá efeitos retroativos a 1 de janeiro.
“Vamos aguardar a próxima reunião para ver se as condições estabelecidas pelos patrões, ou o próprio valor, podem evoluir nalguma direção para se chegar a acordo com as organizações sindicais”, afirmou o secretário de Estado do Emprego, Joaquín Pérez Rey. As confederações patronais propuseram a indexação do salário mínimo à atualização dos contratos públicos e apoios adicionais ao setor agrícola.
Em Espanha, recebem o salário mínimo cerca de 2,5 milhões de pessoas, 65% dos quais são mulheres e 26% são jovens entre os 16 e os 25 anos, de acordo com dados do Ministério divulgados pelo El Economista. Em Portugal, o salário mínimo também é negociado na concertação social. Este ano, subiu 6% para 870 euros.