O elevador da Unidade de Transplante de Medula do IPO de Lisboa, que esteve inoperacional e levou à interrupção de transplantes de medula óssea e à transferências de doentes para outros hospitais, já foi reparado. A informação foi confirmada pela própria instituição, depois de o Observador ter noticiado que vários elevadores estavam avariados há meses, dificultando o acesso aos serviços.
“O elevador que se encontrava inoperacional na Unidade de Transplante de Medula-UTM do IPO Lisboa já está em funcionamento“, garantiu esta quarta-feira o IPO de Lisboa ao Observador. “A empresa que faz a manutenção deste equipamento concluiu uma intervenção de segurança e o elevador monta-macas encontra-se totalmente operacional, tendo sido retomado o seu normal funcionamento”, acrescentou.
Na semana passada, o Observador noticiou que a falta do elevador nesta unidade levou à interrupção dos transplantes, numa altura em que a lista de espera para transplantes de medula ultrapassava as dezenas de pessoas. “É um problema grave, porque o país tem uma enorme carência de camas para transplantação de medula. A mínima perturbação ou atraso tem impacto. A unidade tem 12 camas e temos mais de 80 doentes à espera“, denunciou uma fonte hospitalar.
IPO de Lisboa. Elevadores avariados provocam constrangimentos e impedem transplantes de medula óssea
Se esse problema foi resolvido, há ainda outros elevadores que continuam a provocar constrangimentos. No Pavilhão Central — com sete pisos e onde está concentrada a maior parte da atividade assistencial do IPO — existe apenas um elevador disponível, o chamado monta-cargas, revelou uma fonte hospitalar. Os dois elevadores utilizados para as deslocações de doentes estão inoperacionais. Nas portas, estão colocados avisos alertando para as obras em curso e referindo que os utentes devem utilizar o elevador central.
Os problemas também se entendem ao pavilhão onde se realizam as consultas externas, já que os dois elevadores estão também avariados, o que impede o acesso às consultas de pessoas com limitações motoras. “Os doentes têm de subir até ao terceiro andar e os que estão em cadeira de rodas não o podem fazer. Têm de ser vistos numa sala no rés do chão”, explicou a mesma fonte. Também no pavilhão de Medicina e Oncologia o elevador que transporta macas está “praticamente sempre desligado”.
Num primeiro contacto com o Observador, o IPO confirmou os “constrangimentos causados aos utentes e à atividade hospitalar”, garantindo estar “empenhado e a envidar todos os esforços para que esta operação de beneficiação se dê por terminada com a máxima brevidade”. A instituição lembrou que está em curso uma “empreitada de beneficiação que visou a substituição de um total de oito (8) elevadores do hospital, incluindo quatro (4) elevadores do Pavilhão Central, dos 9 (nove) existentes neste Pavilhão” e que um destes já se encontra operacional. A esse soma-se agora o da Unidade de Transplante de Medula.